Da House Music ao Psytrance: a música eletrônica está mais viva do que nunca
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Saudações leitores e amantes da música eletrônica. A partir de hoje teremos um canal direto aqui na Tribuna Impressa para debater sobre os assuntos do estilo musical que mais cresce no Brasil.
Vista por muitos como 'aquela música do comercial', ou 'aquele som bacana do desfile de moda', a música eletrônica comprovou nos últimos anos que é muito mais do que uma 'trilha sonora'.
O crescimento do estilo musical entre o público jovem e adulto mereceu matérias, inclusive, nos grandes meios de comunicação do Brasil.
A música eletrônica no País começou a se popularizar com as raves de Psytrance, no final da década de 90. Naquela época, as chamadas 'festas private' eram somente para amigos, geralmente em locais afastados dos grandes centros urbanos e celebravam a natureza.
Aí alguém pode me perguntar: 'Mas somente com o Psytrance é que a música eletrônica se tornou popular? E os grandes clubs de São Paulo na década de 80 e 90?'
Acalmem-se. Eles também tiveram sua importância na história. Não podemos esquecer da Toco, Limelight, Overnight, B.A.S.E (até hoje guardo alguns discos de vinil com a coletânea dessas casas noturnas).
O que eu quero dizer é que o Psytrance massificou o estilo. Festas com mais de 40 mil pessoas. Super produções. O Brasil na rota dos grandes festivais mundiais, etc...
É importante lembrar também que sempre irá existir os famosos 'pára-quedistas', ou seja, aqueles que passam a frequentar festas de música eletrônica somente porque a mesma apareceu naquela determinada emissora de televisão.
Tem o lado positivo, lógico. O que eu percebi nestes últimos anos é que os tais 'pára-quedistas' estão começando a se apaixonar por música eletrônica. Vão para as festas e gostam do que veem. Querem saber mais sobre outro estilo e não se prendem somente ao famoso 'Psytrance Pop' - leia-se Skazi e Eskimo.
O que se vê hoje em dia é o caminho inverso do final da década de 90. Após arrebanhar boa parte do público que gostava de Techno e House, o Psytrance começa a perder campo para estes mesmos estilos. É o fenômeno 'low bpm'. É o 'prógui' roubando a cena.
Sempre gosto de lembrar a frase do célebre DJ inglês Carl Cox. Questionado por um repórter de Londres, sobre seus sets atuais (menos agressivos do que antigamente), Cox disparou: 'Cada ano a mais no dance floor é um bpm a menos no meu set.'
Os tempos mudam, mas o que é bom dura para sempre. A música eletrônica está mais viva do que nunca.
Cheers...
Ronan C. disse:
21 de maio de 2009 às 17h21
Zé, agora é house mans, o resto já era, e digo mais, dai nao vai sair ....