CINÉLIDE CINÉLIDE

Quem te viu, quem te vê...

sábado, 13 de março de 2010

Para espairecer depois do último post de desabafo sobre o Oscar, compartilho com quem ainda não recebeu via e-mail, as fotos raras abaixo de celebridades que conhecemos do cinema (a maioria pelo menos). Não costumo gostar que me repassem spams, mas deste eu gostei.

 

Dá para perceber que a maioria são fotos de situações espontâneas, em que as celebridades estão desarmadas. Algumas são impagáveis, como a de George Clooney menino (parece um nerdzinho...rs) e da Madonna pré-adolescente.

 
E o que me dizem da legendada como sendo Marilyn e John Kennedy? Montagem? A mim parece caseira demais para isso...
 
Confiram: 

 

 BENDITO SEJA O TEMPO QUE PASSA, NÃO, GEORGE?

 

 

 

 PRÉ-ADOLESCENTE, MAGRINHA, MAS JÁ EXIBIDA, HEIN?!

 

 

 PRECISAVA SER LINDA DESDE PEQUENA?!?!?!?

 

 

 

 QUE BONITINHOS!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JURO QUE PREFIRO O CHARME DE HOJE AOS MÚSCULOS DE ONTEM!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  QUE CARA DE BRAVO TINHA O PAI DO REI DO ROCK!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 NEM DÁ PARA RECONHECER QUALQUER DOS DOIS SEM MAQUIAGEM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ALGUÉM AÍ SE LEMBRA DO SR. MIAMI VICE E DA HOJE SENHORA ANTONIO BANDERAS?

(AQUI NO PRIMEIRO CASAMENTO DE AMBOS)

 

 

 

 NOSSA! ESTA É DIGNA DE ÁLBUM DA HISTÓRIA DO CINEMA!

 

 

 MARILYN AO LADO DO GARBOSO VICTOR MATURE (DE "SANSÃO E DALILA") CONFRATERNIZANDO COM RAINHA ELISABETH II

 

 SERÁ QUE É DE VERDADE?

 

 

HUMMM... QUERIA SER ESTE GATINHO (OU GATINHA) 

 

 

 

SÓ LEMBRO O NOME DE HARRISON FORD, CARRIE FISCHER (PRINCESA LÉA) E MARK HAMIL (LUKE SKYWALKER)... O GRANDÃO MORENO SEI QUE INTERPRETOU CHEWBACCA, MAS NÃO CONHEÇO OS OUTROS DOIS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ESTAS DEVEM TER DADO MUITO TRABALHO LÁ PELOS 60'S

Uma reflexão sobre o Oscar

segunda-feira, 8 de março de 2010

Na madrugada do Oscar fui dormir confusa a respeito do meu próprio discernimento sobre filmes. “Será que estou ficando obtusa para não enxergar toda a qualidade artística que os críticos de todo o mundo vêem em ‘Guerra ao Terror’?”, perguntei-me.

 

Na manhã seguinte, leio um dos críticos da Folha comparar o resultado do Oscar à vitória do jovem Davi contra o gigante Golias (hã?! Que exagero!).
 
Em seguida, uma amiga - que odeia cinema e não assistiu a nenhum dos filmes concorrentes - disse ter ficado feliz com o resultado porque ouviu o comentarista da Globo declarar que a vitória de “Guerra ao Terror” significa que o cinema está escolhendo o caminho das produções alternativas, baratas e de qualidade artística. “Ah! Eu sempre fico com o artesanal, o de qualidade”.
 
Ora, o comentarista José Wilker apenas repetiu, como um papagaio, o que estava sendo pregado em toda a crítica brasileira: que o Oscar deste ano simbolizava um embate entre o cinema milionário e industrial de “Avatarversus cinema barato e bom de “Guerra ao Terror”. Ou seja, estabeleceu-se uma unanimidade a partir de uma metáfora que caiu bem nos textos jornalísticos.
 
Minha amiga não assistiu aos filmes, mas já repete este “pré-conceito” (aquele mesmo que formamos sobre uma coisa, antes de mesmo de conhecermos a coisa de verdade) por aí, como o José Wilker. E mesmo que ela venha a assistir os filmes sobre os quais já tem uma opinião “emprestada”, é provável que não será mais sua avaliação simples e pura que julgará sua preferência por um ou outro, mas este preconceito. Ou seja, sua preferência terá sido manipulada.
 
Isso me faz lembrar como muitos coleguinhas metem o pau na série literária “Harry Potter” sem sequer terem lido um capítulo de qualquer dos sete livros de J.K. Rowling. Também “emprestaram” a opinião comum de que “o que faz sucesso de massa não presta”. Que contraditório, não? Se essas pessoas acham que a unanimidade é burra, porque acolhem tão facilmente outra unanimidade... a da crítica especializada?
 
Nada contra unanimidades. Também acho Paulo Coelho (outra unanimidade - positiva junto ao público e negativa junto à crítica) uma droga, mas eu li um livro dele para formar esta opinião. Sou pura e simplesmente contra os preconceitos, que fazem as pessoas terem suas opiniões manipuladas sem perceberem. Simplesmente acham um conceito bonito e o assumem como seu, multiplicando-o cegamente.
 
Bom, o que isto tem a ver com o resultado do Oscar? É que esta reflexão me fez questionar se os membros da Academia, e até uma parte da crítica, não estão sob o mesmo efeito em cadeia criado pelo senso comum da tal metáfora – Davi x Golias -, que também deve ter sido repetida à exaustão nos bastidores da disputa pelo Oscar.  É politicamente correto ficar do lado de Davi.
 
Desculpem se parece que fico procurando consolo ou justificativas para meus preferidos não terem ganho o Oscar –pra falar a verdade eu nem tinha preferidos entre os prêmios principais-, mas não sou a única a achar  que “Avatar” não é esta “droga” toda de filme (e o crítico Inácio Araújo concorda comigo) e nem que “Guerra ao Terror” é assim esta obra-prima clássica, que entrará para a história do cinema. São duas obras diferentes, cada uma com seu valor, nenhuma melhor que a outra. Por isso acho este conceito de embate um artifício sensacionalista, simplista, mediocrizante.
 
Tudo bem, minha opinião pessoal sobre cada filme concorrente destoa da maioria, mas é formada a partir da experiência de ter assistido a todos os candidatos ao Oscar. Ninguém é obrigado a concordar, mas é importante que, ao menos, os que discordam tenham argumentos próprios, embasados no seu conhecimento sobre a obra, e não numa opinião “emprestada” de outros. Não só no cinema, mas em todas as esferas da cultura, são as reflexões e opiniões genuínas que dão início aos grandes movimentos.

 

Errei feio!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Desta vez errei feio mesmo! Ganhou a noite do Oscar o filme para o qual eu não torcia – “Guerra ao Terror”, com seis estatuetas, inclusive nas categorias principais, de Melhor Diretor e Melhor Filme - e perdeu quase todas as suas indicações aquele no qual eu apostava: “Bastardos Inglórios” (ficou só com uma, para o fantástico coadjuvante Christoph Waltz).

 

Acho que o cinema está tomando uma direção que não consigo acompanhar.
 
Como boa Pollyanna, porém, contento-me com a vitória de meu GRANDE favorito na categoria de Melhor Filme Estrangeiro: “O Segredo de seus olhos”.
 
Odiei ter perdido a homenagem ao cineasta John Hughes - sem TV paga, tive que esperar a Globo passar a porcaria do Big Brother antes de começar a transmitir a cerimônia da metade. Mas deu tempo de ver os belos vestidos de Vera Farmiga, Jennifer Lopez e Charlize Theron e ao menos dois “colírios”: Bradley Cooper e Gerard Butler apresentando um prêmio juntos.
 
Achei todos os prêmios de Melhores Atores merecidos – até o de Sandra Bullock!-, mas qualquer dos concorrentes que levasse estaria bem feito. Nestas categorias, este ano, a disputa foi boa. Verdade que minha torcida estava mais para Colin Firth do que para Jeff Bridges, mas tudo bem, o primogênito do Lloyd Bridges merecia já há muitos papéis.
 
Avatar” teve o que mereceu: prêmios nas categorias técnicas, quesitos em que o filme se sai melhor mesmo, mas não achei que deveria perder o de trilha sonora para “Up - Altas Aventuras”.
 
E aquele José Wilker comentando na Globo, hein? Que dó (de mim)!
 

Agora vou dormir... e esquecer.

 

POSTAGEM RELACIONADA: "Meu Oscar vai para..."

Meu Oscar vai para...

sábado, 6 de março de 2010

Confesso que fiquei surpresa ao ler na grande imprensa que as apostas sobre quem levará o Oscar de Melhor Filme polarizam-se entre “Guerra ao Terror” e “Avatar”. Na verdade, mais desapontada do que surpresa, já que, em minha humilde opinião, “Avatar” leva 10 em todas as categorias técnicas responsáveis pelo seu maravilhoso visual, mas nada acima de 5 nas demais.

Já “Guerra ao Terror” não tira boas notas em nenhum de meus quesitos. O libelo sobre uma nova doença nascida no seio da guerra – o vício em adrenalina - em nada me encantou, chocou ou chacoalhou, como costumam fazer as grandes obras.

 

Também não me comoveu a história kafkiana de “Um Homem Sério”, em que um professor de física recebe uma má notícia atrás de outra muito passivamente para o meu gosto. E “Educação” só se eleva acima da média na atuação da jovem Carey Mulligan. Todo o resto é morno.

 

Preciosa – Uma História de Esperança” e “Amor sem Escalas” sim nos atinge em cheio com suas histórias densas e atuais. O primeiro mostra a fibra de uma adolescente negra, obesa e vítima de abuso na família, que decide tomar as rédeas da própria vida. O segundo mostra um solteiro convicto em confronto com as próprias convicções e, no subtexto, somos brindados com um quadro muito realista dos relacionamentos atuais.

 

Também adorei “Up – Altas aventuras” e “Um Sonho Possível”, ambas histórias edificantes e sentimentais, mas é provável que, exatamente por isso, não sejam páreo para os demais concorrentes.

 

Também seria esperar demais que o azarão “Distrito 9 arrebatasse o prêmio principal. Mas bem que sua fantasia muito original acerca de uma favela habitada por extraterrestres na periferia de Joanesburgo merecia.

 

Por fim, “Bastardos Inglórios” foi meu primeiro palpite como vencedor do Oscar de Melhor Filme. A história de um batalhão de judeus recrutados pelo serviço secreto americano para matar nazistas durante a Segunda Guerra Mundial é muito bem amarrada e brilhantemente contada. E leva a assinatura do queridinho da crítica – agora queridinho também da indústria, graças à arrecadação retumbante do filme – Quentin Tarantino.

 

Torcida

 

Mas minha grande torcida da noite, porém, não vai para nenhum concorrente da categoria principal. Vou acender velas e levantar cartazes na minha sala de tevê para a produção hispano-argentina “O Segredo de seus olhos”, de José Juan Campanella, que disputa com “A Fita Branca”, “Ajami”, “O Profeta” e “A Teta Assustada” o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. Seu misto de romance, suspense e comédia ligeira colocaria no chinelo todos os concorrentes da categoria principal. Se esta festa fosse minha, meu Oscar iria para ele.

 

 

 

POSTAGENS RELACIONADAS: "Não alcancei a proposta de Guerra ao Terror"; "AVATAR: Avassalador"; "'Um Homem Sério' e mais uma confissão"; "'Preciosa' é um choque de realidade"; "Amor sem escalas: e daí que ter laços dá trabalho?"; "Oscar 2010 e um auto-desafio"; "Quem é esta boa atriz no corpo de Sandra Bullock?"; "'Distrito 9' traz frescor ao gênero"; "'Bastardos Inglórios' tem as melhores chances no Oscar 2010"; "O Segredo de seus olhos': filmão"

‘Um Homem sério’ e mais uma confissão

quarta-feira, 3 de março de 2010

Harry Gopnik recebe outra má notícia em 'Um Homem Sério', dos irmãos Coen

 

Escrever neste blog tem me levado a confissões sobre várias preferências pessoais que sempre tive pudor em revelar por medo da reprovação de outros cinéfilos. Mas, como tenho descoberto que confissões são redentoras (rs), aqui vai mais uma: gosto de MUITO POUCA COISA dos irmãos Joel e Ethan Coen.

 

Adoro e revejo até hoje com muito prazer o primeiro filme que assisti deles, “Arizona nunca mais”, e considero “Fargo” uma obra-prima, mas simplesmente não consigo gostar de todos os outros títulos que tentei assistir , como o vencedor de Oscars do ano passado, “Onde os fracos não têm vez” (violência demais para o meu gosto) e um dos concorrentes ao Oscar de Melhor Filme deste ano, “Um Homem Sério”.
 
Neste último caso, causou-me um tédio profundo a história do professor de física que recebe uma má notícia atrás da outra, em casa e no trabalho, sempre muito passivamente para o meu gosto. Ler a um livro de Franz Kafka me deu a mesma sensação de impotência e raiva de assistir à forma como este personagem passa por tudo sem se revoltar ou se impor, nem quando é vítima de injustiças por parte das mais diferentes pessoas, algumas das quais deveriam ser as que mais se importam com ele. Dá vontade entrar dentro do filme e chacoalhá-lo para ele acordar e reagir.
 
Novamente, como no caso de “Guerra ao Terror”, admito que a deficiência deve ser minha, em não conseguir enxergar a genialidade que todos enaltecem no cinema feito por estes cultuadíssimos irmãos Coen. Será que é porque eles colocam muitas referências subliminares à cultura judaica em seus roteiros e não alcanço metade delas?
 
O fato é que não me sinto capaz de opinar sobre se “Um Homem Sério” é ou não um forte concorrente ao Oscar deste ano. Só posso dizer que “não gostei”.   E ponto.
 
Cuidado: spoiler
 
A vida de Harry Gopnik começa a desmoronar quando a esposa anuncia que quer divorciar-se para se casar com um “homem sério”. Paralelamente, o irmão, Arthur, que atravessa uma crise de saúde, dorme no sofá da sala e, quando a mulher diz que ele é quem tem que sair de casa para poupar os filhos, vai morar com Harry em um motel.
 
Os filhos de Harry sequer se abalam com a situação e só lembram que têm pai quando precisam pedir algo. O mais novo, Danny, está na semana de preparação do seu bar mitzvah, mas só pensa em fumar maconha e escutar a banda psicodélica dos anos 60 Jefferson Airplane. A filha mais velha rouba pequenas quantias por semana da carteira do pai para juntar o suficiente para uma plástica no nariz. Na escola, um aluno coreano insatisfeito com sua nota tenta suborná-lo e, quando não obtém sucesso, coloca o pai para chantageá-lo. Para ajudar, um vizinho folgado atormenta seus poucos momentos de paz.

 

E como quase todos os filmes dos irmãos Coen que odiei, o final é um pouco aberto demais para o meu gosto.

 

 

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