CINÉLIDE CINÉLIDE

'Tudo ali era meu...'

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Colei o título desta postagem da última parte do comentário de meu amigo Álvaro Filho para o texto "Minha primeira tela grande e um vestido de chita". O comentário me emocionou pela identificação porque, até encontrar minha turma na vida real, era nas artes que saboreava a tal sensação de pertencimento a que ele se refere no comentário.

Fui um equivalente feminino aos nerds das comédias americanas, mas, ao contrário do que ocorre nesses filmes, não havia mais deles na minha turma de escola para que formássemos uma “panelinha”. Então, meus companheiros eram os livros, os filmes, a música. Graças a eles, ficar sozinha nunca foi algo triste ou pesado para mim. Como para o Álvaro, “tudo ali [naquelas artes] era para mim". "Tudo ali era meu”... me preenchia.
Não exagero quando digo que a literatura e o cinema ajudaram meus pais a “me criarem”, pois tudo o que sou e penso tem tanto do que absorvi do exemplo deles quanto do que processei através destas artes. Sem saber, meu pai me ajudou nisso, mas vou deixar para contar no blog da Fer a história de como adquiri o hábito da leitura graças a um desafio lançado por ele (aí, Fer, faz um post sobre seu primeiro livro...rsrs).
Aqui só registrarei um comentário do meu pai que me fez levar a sério tudo o de bom que eu pudesse ler ou assistir. Lá pelos 9 anos de idade, já uma leitora contumaz, exibi orgulhosa para ele um livro de poemas que havia ganho de presente de aniversário de uma amiga da família: “Li em um dia”, gabei-me. E ele: “Leu? E o que você tirou de bom?”. Não soube responder... voltei então para o meu quarto e recomecei a leitura, desta vez prestando atenção no conteúdo dos poemas, tentando refletir sobre o que queriam dizer com tão poucas palavras.
Com o cinema, até hoje mergulho nas histórias, busco os significados mais sutis de cada gesto do ator ou da cena construída (nos filmes com conteúdo, bem entendido), no entrelaçamento dos fatos, nas mensagens ocultas. Graças a esta entrega, muitos livros e filmes me provocaram reflexões profundas, responsáveis por muitas de minhas crenças pessoais (não cito aqui a música porque esta sempre foi mais uma fonte de puro prazer que de reflexão).
E claro que também me diverti muito, chorei, ri, acho que quase tanto quanto o teria feito dentro de qualquer grupo. As artes foram a minha “panela”.
No final da faculdade comecei a encontrar minha turma da vida real (até hoje sigo encontrando...) e, um pouco mais tarde, meu grande parceiro de vida. Como ocorre com grandes e bons amigos, não precisei deixar estas paixões de lado para ter mais tempo para eles. Posso compartilhá-las, o que é muuuuito prazeroso!
Por isso dedico esta postagem a eles, à minha “panela”, meus queridos amigos (inclusive o meu Má) e... claro... ao Álvaro, que me fez lembrar como tudo isso é importante.
 

Hitchcock: garimpador de medos

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A pedido de meu amigo Paulo Cruz, hoje falarei de um dos meus cineastas favoritos: Alfred Hitchcock, também conhecido como o mestre do suspense. Gosto de sua obra há tanto tempo que não me lembro quando nem qual foi o primeiro filme dele que assisti na vida. Só tenho certeza de que foi muito jovem.

 

Lembro-me de, à época da faculdade - quando absorvia tudo quanto era informação sobre cinema como uma “esponja” -, ter pego vários filmes dele em VHS para rever. Tive a grata surpresa de sacar nuances psicológicas em seus personagens que não havia notado em criança.
Não teve jeito, virei fã de carteirinha! O que me rendeu dois presentes maravilhosos de um amigo muito querido: uma caixa com cinco dos seus filmes em DVD (“A Tortura do Silêncio”, “Pânico nos Bastidores”, “Suspeita” e “Disque M para matar”) e –tesouro dos tesouros!- o livro “Hitchcock/Truffaut: Entrevistas”, que reúne 368 páginas de entrevistas que o cineasta François Truffaut fez com o diretor durante vários dias (fala, Fer, se também não é de invejar...). Meu outro amigo, Gui, emprestou outra caixa com mais cinco títulos para copiar.
 
Interessante saber por Truffaut que Hitchcock foi considerado um cineasta menor e comercial à sua época, algo que considero insano. “Em 1962, estando em Nova York para apresentar ‘Jules e Jim’, percebi que todo jornalista me fazia a mesma pergunta: 'Por que os críticos da Cahiers du Cinema (até hoje a mais famosa revista de cinema do mundo) levam Hitchcock a sério? Ele é rico, faz sucesso, mas seus filmes não têm substância'”, narra o francês, no prólogo do livro de entrevista.
 
O tempo – com a ajuda do próprio Truffaut – se encarregou de fazer justiça à obra deste inglês excêntrico, que soube como poucos explorar e manipular os medos escondidos dentro de cada espectador, muitas vezes apenas pela sugestão.
 
E como era mestre em criar cenas apavorantes sem precisar mostrar rios de sangue ou rostos deformados, esse Hitchcock! Em seu cinema, o medo se constrói mais a partir do que não é visto – como em “Psicose”, a mãe de Anthony Perkins, que nunca se viu, ou a clássica cena do esfaqueamento de Janet Leigh no banheiro, que só temos certeza que se concretizou ao vermos o filete escuro do sangue escorrer para o ralo da banheira.
 
Há muitos aspectos que, em minha opinião, tornam o cinema de Hitchcock único. Para não me prolongar demais nesta postagem, só lembrarei um pouco mais da forma genial como ele extraía terror de situações caras ao “modo de vida americano” e do desespero de personagens comuns expostos a situações-limites, como o fez Kafka na literatura. Que o diga a adolescente Teresa Wright em “A Sombra de uma dúvida”, feliz em sua ingenuidade até começar a desconfiar que o tio favorito pode ser um assassino em série e o mundo passar a lhe aparecer exatamente como é: nada só preto ou só branco.
 
Em um de meus filmes favoritos, “A Tortura do Silêncio”, Montgomery Clift sofre o diabo guardando a confissão de um assassino e resiste a profanar o sigilo sagrado mesmo ao tornar-se suspeito do crime em questão – o tipo de ironia a que Hitchcock adorava submeter seus personagens.
 
Mas é na exploração da culpa que o diretor se supera na tortura psicológica. Basta ver o inferno que se torna a vida do tenista de “Pacto Sinistro”, depois que aceita, de brincadeira, que um desconhecido prometa matar sua esposa, de quem quer se divorciar, em troca do assassinato do pai dele.
 
E “Festim diabólico”, então... um bem sucedido exercício estilístico –o filme é rodado em uma única locação, em uma única tomada, sem interrupções (apenas duas pausas para a troca de rolos de filmes na câmera)- que acabou sendo também o seu “Crime e castigo”, por propor o mesmo desafio filosófico da obra de Dostoiéviski. Só que no filme são dois os universitários que decidem cometer um assassinato só para provar uma teoria filosófica, inspirados no professor que admiram. Genial!
 
Prazer maior do que assistir seus filmes, só mesmo o de ler comentários de Hitchcock em pessoa sobre cada um deles - como criou tal cena ou como outra ficou além ou aquém do pretendido, etc... – na entrevista que ele deu a Truffaut. Melhor ainda: ler o filme com uma pilha de DVDs de seus filmes ao lado.
 
 
(* Dedico esta postagem ao meu amigo Eduardo)

Minha primeira tela grande e um vestido de chita

sábado, 25 de outubro de 2008

Como já disse, comecei a gostar de filmes nas Sessões da Tarde da TV, muito antes de aprender a ler. Portanto, minha primeira vez em um cinema não foi exatamente uma descoberta da sétima arte, mas não deixou de ficar marcada em minha memória emocional.

 

Foi minha irmã mais velha, Vânia, quem primeiro me levou a um cinema para ver “Grease – nos tempos da brilhantina” (o similar para os anos 70 de “High School Musical”, mas com John Travolta e Olívia Newton-John bem acima da idade para os papéis de colegiais). Passei a acompanhar a carreira da coadjuvante Stockard Channing desde então.
 
Entramos na sessão das 14 horas do cine Mirage, no centro de Ribeirão Preto - naquela época a cidade tinha cinemas "de verdade", em prédios suntuosos, não salas escondidas dentro de shoppings. Ficamos para a sessão seguinte (os lanterninhas também não vinham nos expulsar como hoje) e teríamos visto uma terceira vez seguida se houvesse uma sessão às 18 horas.
 
Saímos loucas para ouvir a trilha sonora, cujo vinil a Vaninha já havia emprestado de um amigo - pobre mamãe, obrigada a ouvir vezes seguidas as mesmas músicas em nossa vitrolinha verde-água!
Adorávamos a passagem de "Summer Nights" (veja trecho abaixo).
 
 
Naquele final de década de 70, Vaninha era uma adolescente romântica vidrada em John Travolta - colecionávamos recortes de revistas de suas fotos, que vivíamos surrupiando uma da outra- e eu uma criança tímida e anti-social de 8 anos que mal acabara de aprender a ler e já vivia com o nariz metido em livros ou encostado na tela da TV, no horário da Sessão da Tarde.
 
Para me encontrar com minha primeira tela grande me arrumei como para uma festa. Pus meu vestido de chita floral em tons azuis, modelo camponesa, que minha mãe havia feito para eu participar de uma peça na escolinha de evangelização que freqüentávamos aos domingos. Lembro com detalhes do modelo de mangas bufantes, o peito drapeado, a fita amarrada em laço na cintura e a saia longa que terminava em um babado largo nos pés.
ADORAAAAAVA aquele vestido!. Costumava vesti-lo em casa só para brincar sozinha, imaginando-me Jane Powell em “Sete noivas para sete irmãos” ou Debbie Reynolds em “A Flor do Pântano”.
 
Nossa, tinha me esquecido de como era fixada em “A Flor do Pântano”, meu primeiro romance cinematográfico favorito. Ainda posso ouvir na memória Debbie Reynolds cantando “Tammy” e pensando em Leslie Nielsen (sim, o mesmo dos besteirols “Corra que a polícia vem aí” atuou como galã na juventude).
 
Achava lindo ver Debbie Reynolds -que começava o filme como uma moleca de tranças e macacão jeans, criada isolada numa fazenda com o avô - emergir como uma mulher linda, que deixou o elenco masculino boquiaberto ao descer a escadaria daquela mansão do sul em um vestido prata, acinturado, com saia armada sobre vários saiotes de tule... a transformação operada pelo primeiro amor (é Re...não tem jeito, nasci uma romântica...rsrs).
 
Como não havia videocassetes nem reprises de TVs pagas à época, eu esperava por meses –às vezes anos- que o filme fosse reprisado na Sessão da Tarde. Enquanto isso não acontecia, eu revivia a cena da escadaria no meu quintal. Apoiava a extremidade de uma tábua sobre uma lata de tinta velha, colocava meu vestido de chita e descia a tábua-escada me imaginando a própria Debbie Reynolds...kkkkkkkk.
E quando reprisava o filme, eu “bebia” cada cena!
 
Comprei o DVD de “Sete noivas para sete irmãos” assim que saiu no mercado brasileiro e o revi pela primeira vez com minha mãe. Mas não achei o de “A Flor do Pântano”. Sequer tive a sorte de vê-lo no TCM, único canal da minha TV paga que exibe filmes antigos.
 
E nem tenho mais um vestido de chita...
 
 
Abaixo, o trecho da escadaria: 

 

 

POSTAGEM RELACIONADA: "Tudo ali era meu"

Selos "vivos" de garantia

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Como já comentei em meu texto de apresentação, quando se assiste a muitos filmes, fica-se exposto à repetição das mesmas fórmulas, utilizadas em série nas produções destinadas única e exclusivamente a arrecadar bilheteria. É inevitável, então, que, tentando evitá-las, vamos ficando mais seletivos na escolha dos próximos filmes a assistir. É aí que apelamos para alguns “macetes”, que, para quem não se interessa tanto por cinema, podem parecer pedantismo - como interessar-se em saber nomes de diretores, atores e roteiristas dos filmes, por exemplo.

É que a assinatura de determinado diretor ou a participação de certos atores em uma produção costumam ser meio que selos de garantia de obras com alguma identidade (o que significa que, mesmo quando utilizam algumas fórmulas típicas de um gênero, ainda conseguem ser originais). Por exemplo: vou a qualquer filme com direção assinada por Francis Ford Coppola, Cameron Crowe, Ron Howard, Christopher Nolan, Fernando Meirelles, Walter Salles, entre outros cineastas, que merecerão abordagens individualizadas em postagens futuras deste blog. Neste post, portanto, me aterei a alguns atores que, sozinhos, considero motivos suficientes para ver um filme.
O primeiro que cito é meio que uma unanimidade entre a minha “tchurma”. Morgan Freeman - a melhor voz do cinema, segundo meu amigo Eduardo - faz meu marido, Márcio, assistir a qualquer coisa que tenha seu nome no elenco por considerá-lo não só um ator fantástico como carismático o bastante para dar credibilidade a qualquer personagem, por pior construído que seja.
Concordo com o Má. Com Freeman, dá para assistir até o bobinho “Antes de partir” (que também repisa algumas “formuletas” de comédia), no qual ele contracena com outro “monstro” da interpretação, Jack Nicholson - também um selo “vivo” de qualidade (alguém aí se lembra de algum filme, por pior que fosse, que não valesse só por algumas cenas impagáveis com Nicholson?).
Em “Antes de partir”, aliás, prestem atenção à cena em que Nicholson reencontra Freeman em uma cama de hospital, depois deles terem se separados brigados, no meio da viagem que é o mote do filme. Tinha tudo para ser uma passagem sentimentalóide, mas, ao contrário, faz a gente se dobrar de rir. Simples e amparada única e exclusivamente na atuação de ambos, a cena, sozinha, é melhor que o todo do filme.
Al Pacino é outro que também nunca me deixa perder tempo ou dinheiro de ingressos. Já comentei aqui sobre o choro sem som dele no final de “O Poderoso Chefão 3”, mas seu currículo está cheio de outras atuações antológicas, tanto em filmes fortes como “Scarface” quanto em levinhos como “Autor em família” - uma delícia de comédia romântica na qual ele é um dramaturgo que fica com a guarda de todos os filhos que teve com as ex-esposas (algumas deixam até alguns enteados de brinde). Encarna tanto a dignidade em pessoa, como o jornalista Lowell Bergman de “O Informante”, quanto faz a gente acreditar que é o próprio “coisa ruim”, como em “Advogado do Diabo”.
Johnny Depp não só é ótimo ator como deve analisar criteriosamente os roteiros que lhe enviam e os profissionais envolvidos no projeto antes de aceitar um papel. Nunca assisti a um filme dele que não fosse, de alguma forma, original, seja na narrativa, no roteiro ou na construção de seu personagem. É um ator sem afetações, econômico, sutil e (as meninas vão concordar comigo) sabe ser sensual sem ser exatamente bonito.
E para não ficar só no clube do Bolinha, outra que também justifica qualquer valor de ingresso, mesmo que em filmes não tão bons quanto sua atuação, é Meryl Streep. Só sua presença justifica duas horas vendo bombas como “Ela é o diabo” ou “A Morte lhe cai bem”, mas seu currículo de workaholic tem muito mais produções ótimas (“A Escolha de Sofia”, “Entre dois amores”, “Kramer vs Kramer”, “As Pontes de Madison”, “As horas”, etc...) do que médias e ruins de se ver.
E justiça seja feita também a Diane Keaton, cujo timing fantástico para a comédia a faz mais requisitada para filmes do gênero, mas que também segura dramas como os da trilogia "O Poderoso Chefão" e o pesado "Interiores" (um dos poucos dramas da carreira do diretor Woody Allen) com maestria. Tenho em casa, para rever sempre que tenho vontade dar muitas risadas, O DVD da comédia romântica "Alguém tem que ceder", em que ela contracena com Jack Nicholson. Com outra dupla de atores tenho certeza de que o filme não teria metade da graça!
Minha lista de "selos vivos de garantia" continua com muitos outros nomes, como da inglesa Maggie Smith ou da brasileira Fernanda Montenegro (vou acrescentando outros à medida que for me lembrando), aos quais pretendo dedicar outras postagens individualizadas. Aguardem!
 

Faltou (mais) Kielowski

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Tenho pouco a comentar sobre a lista dos 500 melhores filmes de todos os tempos segundo a Empire. A maioria dos filmes relacionados que assisti gostei muito, mas não saí ilesa de alguns sustos com relação à posição de alguns títulos no ranking. "Duro de Matar" na 29ª posição, por exemplo: é duro de engolir (com o perdão do trocadilho)... Ok, um bom filme de ação, mas estar à frente de obras-primas como "Um corpo que cai", "Os Suspeitos", "O Tesouro de Sierra Madre" (só para ficar nos gêneros correlatos)? Menos, por favor, bem menos!

Gostei de ver as trilogias "O Poderoso Chefão", "Senhor dos Anéis" e "Guerra nas Estrelas" (a primeira) entre os 100 primeiros colocados. Cada uma em seu gênero, dá show de cinema. Mas senti falta de toda a trilogia das cores de Krzysztof Kieslowski ("A Liberdade é azul", "A Igualdade é branca", "A fraternidade é vermelha"), um primor de delicadeza e humanidade. A obra do polonês foi lembrada apenas com “A Dupla vida de Veronique”, numa modesta 414ª posição.

Também adorei ver na lista "Antes do amanhecer" e "Anter do entardecer", de Richard Linklater, e "Brilho eterno de uma mente sem lembranças", exemplares de um cinema romântico contemporâneo, cuja originalidade rompe com todas as fórmulas batidas do gênero.
Doeu ver "O Encouraçado Potemkim" lá na 313ª posição. Por ter, como "Cidadão Kane", contribuído tanto para a criação de uma linguagem cinematográfica, merecia mais reverência.
Os faroestes também deveriam estar em um ranking à parte para evitar nosso mal estar em ver produções grandiosas, como "Onde começa o inferno", "Rastros de ódio" (John Ford, então, deveria ser hour concour) ou "Os imperdoáveis", perdidos abaixo da 100ª posição, entre bobagens como "Piratas do Caribe - A Maldição da Pérola Negra", por exemplo.
E por falar em bobagem, incluir "Debi & Lóid", ainda que numa modesta 445ª posição, é de doer hein!!!
E o que, por mil diabos, "Ases Indomáveis" está fazendo ali, ainda que na 455ª posição, e ainda à frente de um Stanley Kubrick ("Nascido para matar, 457°)???
Também lamentei ver "Juventude Transviada", "Bonequinha de Luxo" e "Ben-Hur" lá entre os últimos 100 colocados. Também mereciam mais respeito.