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Tom Wisdom: fique de olho nele!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

 

E por falar em “filme de Luluzinha”, neste final de semana assisti a “Quatro amigas e um jeans viajante 2”, seqüência de uma fábula sobre a amizade na qual quatro amigas adolescentes formam uma irmandade em torno de uma calça jeans que acreditam ter o poder “mágico” de realizar algum desejo de quem a estiver usando. Apesar de ingênuo (na medida certa para o seu público alvo), gostei do primeiro e deste segundo filmes igualmente, por versarem com delicadeza e simplicidade sobre a importância da amizade, principalmente durante os ritos de passagem da adolescência para a fase adulta.

 

Mas esta postagem é mais para falar sobre um talento que me chamou a atenção nesta seqüência do que exatamente sobre o filme. Um par de olhos verdes em um lindo rosto moreno de linhas suaves aprisionou minha atenção. Trata-se de Tom Wisdom, que logo na primeira aparição em cena, recitando uma fala de Shakespeare com irresistível sotaque britânico, mostra que, além de lindo, ainda é talentoso (pois recitar Shakespeare sem parecer piegas ou anti-natural, principalmente em uma produção adolescente, não é para qualquer um).

 

Mas o que mais me chocou quando levantei informações sobre ele na internet foi saber sua data de nascimento: fevereiro de 1973. Ou seja, o ator que faz –e convence muito bem como- um adolescente no filme tem simplesmente 35 anos!!!

 

Também descobri que “Quatro amigas e um jeans viajante 2” é apenas seu segundo papel no cinema –e pela primeira vez com falas- após muitas participações em séries de TV e uma ponta em “300” como o filho do capitão do pelotão espartano (um que no auge da batalha tem a cabeça decepada...pobrezinho...rs). Deu para perceber que em “300” ele usa lentes de contato escuras, pois seus olhos são originalmente bem claros.

 

Nascido em Swindon, Wiltshire, na Inglaterra, esta beldade de 1,89m de altura formou-se em arte dramática na Academy Drama School e iniciou sua carreira na TV por volta dos 20 anos. Depois de “300” e “Quatro amigas...”, seu próximo longa, “The Boat that rocked” (que no Brasil deve receber o título de “Os Piratas do Rock”), está em fase de pós produção e deve ser lançado em 2009 em circuito mundial.

 

Eu aguardarei ansiosa. Se eu fosse vocês, também ficaria de olho nele!

Quem define suas expectativas amorosas? Você ou os filmes?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Há alguns dias, um amigo me enviou matéria sobre mais uma pesquisa comprobatória dos malefícios que certos hábitos acarretam à nossa qualidade de vida. Desta vez não era nada relacionado a consumo orgânico, como cigarro, bebida, gorduras trans ou drogas, mas a consumo intelectual. Uma equipe de uma universidade escocesa comprovou que assistir a comédias românticas "made in Hollywood" podem atrapalhar os relacionamentos amorosos por elevarem muito alto as expectativas dos espectadores quanto a seus relacionamentos na vida real.

 

Segundo os psicólogos que participaram da pesquisa, os argumentos muito pouco plausíveis, os finais felizes improváveis e a simplificação excessiva dos processos de iniciar e conduzir um relacionamento propagados nesses filmes dão a impressão de que envolver-se é algo que se consegue sem nenhum esforço por parte do casal. Mais: fazem o espectador acreditar que as relações sexuais devem ser sempre perfeitas, sem necessidade de conversa com o parceiro, e que a entrega amorosa e a confiança acontecem desde o momento em que os parceiros se conhecem, quando, na verdade, essas qualidades normalmente levam anos para se desenvolver.
 
Apesar de fã confessa dos chamados “filmes de mulherzinha” (os mais originais e inteligentes, por favor, que não seguem as formulinhas fixas e muito manjadas de Hollywood), sou forçada a concordar com as características de que as comédias românticas são acusadas nas conclusões da tal pesquisa. Até confesso que o gênero tenha tido alguma influência sobre certos tombos de alturas consideráveis onde coloquei minhas expectativas românticas lá entre minha adolescência e início da fase adulta.
 
Mas, alto lá! Eu era jovem... e é normal que, na falta de experiências empíricas, adotemos a teoria mais à mão como modelo para muitas de nossas ações ou expectativas.
 
A cada experiência-tombo, porém, fui aprendendo a levantar mais alerta e a selecionar, ainda que em um nível inconsciente, o que dentro daquele modelo “romântico” funcionava no mundo real. Sem que eu tenha me dado conta de quando exatamente esse processo se concluiu, em dado momento eu já tinha com os tais “filmes de mulherzinha” a relação certa: de diversão e saudável evasão (e olhe que nas produções mais inteligentes dá até para a gente refletir um pouco...rs).
 
Muitos dos que estiverem lendo chamarão a este processo de “perda das ilusões”. Eu chamo de “crescer”, pois não considero que perdi nada. Meu romantismo continua intacto. Sei, por experiência própria, que os relacionamentos não se desenrolam como nos filmes, mas acredito no romantismo que eles inspiram porque jamais renunciei a ele em minha vida real. Apenas minhas expectativas adequaram-se ao tempo e à altura certos (sim, é possível!).
 
Todos passamos pelo mesmo processo quando confrontamos a teoria que aprendemos nos contos de fadas da infância ou nos textos dos livros didáticos com a prática na vida adulta. Afinal, não abandonamos as crenças e convicções adquiridos durante nossa formação acadêmica só porque a vida fora da escola não acontece exatamente como nos livros de histórias. Deixar de lê-los porque não refletem exatamente a mesma realidade em que vivemos seria meio como “jogar fora o bebê junto com a água do banho”.
 
Fosse assim, teríamos que proibir adolescentes de assistir a "Uma Linda Mulher", sob pena de saírem acreditando que, prostituindo-se, encontrariam por aí um príncipe encantado do naipe de Richard Gere (cá entre nós, a-doooo-ro "Uma Linda Mulher", perfeito "filme de Luluzinha", mas nunca sonhei ser a prostituta Vivian).
 
Pessoalmente, eu prefiro entregar-me a um bom livro ou filme, fantasiosos ou não, e correr o grande risco de, no processo, refletir sobre alguma alegoria que encontre correspondência em minha vida real.  Mesmo que eu não aprenda nada com isso, no mínimo, voltarei para o mundo real de muito melhor humor (mas sempre aprendemos alguma coisa, não é mesmo?).
 
E vamos combinar que, após um certo número de experiências de vida, não são os filmes ou livros que lemos que definem a altura de quaisquer de nossas expectativas, bem como não é o cigarro, a bebida ou a droga que se impõem ao uso pelo homem, independentemente de sua vontade. É preciso que o homem ESCOLHA dar o primeiro gole ou primeira tragada. Da mesma forma, cada um de nós também define o modelo que escolheremos para nossas expectativas em qualquer seara de nossa vida.
 
Então, qualquer tentativa de malhar um produto artístico por considerar sua influência “perigosa” me cheira mal. Cheira à tão temida censura de que fomos vítimas em regimes ditatoriais e sugere que as pessoas não são capazes de fazer suas próprias escolhas.  
 

Pessoalmente, então, escolho considerar esta pesquisa como um retrato instantâneo de um quadro comportamental e faço votos para que não seja usada como prova condenatória de um gênero artístico. Afinal, quem tem que mudar a forma de assimilar as comédias românticas são as pessoas refletidas neste instantâneo.

Meus natais preferidos do cinema

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

 

Na postagem de hoje rendo-me alegremente ao clichê dos filmes de Natal, pois, como uma autêntica romântica, não resisto a uma história edificante, desde que contada de forma original e, se possível, sem pieguismos.

 

Compartilho então minhas preferências no gênero, que começam com o otimismo de Frank Capra em “A Felicidade não se compra”. Refilmado e adaptado em inúmeros outros filmes depois, este clássico em preto-e-branco de 1946 traz James Stewart no papel de um banqueiro do bem que, após falir, está prestes a, literalmente, pular de uma ponte em plena noite de Natal. Um anjo que desce à Terra para fazer uma boa ação em troca de seu primeiro par de asas o impede e, para mostrar a importância de sua vida, mostra ao banqueiro como seria o mundo e a vida das pessoas que ama se ele nunca tivesse nascido.
Fantasia pura, sim, mas daquelas em que vale a pena mergulhar sem culpa, nem que seja para convertê-la em uma reflexão a nosso favor na vida real. Afinal, quantas vezes paramos para nos perguntar como seria a vida das pessoas que amamos se não existíssemos?
 
Também adoro a história de “Scrooge”, título que o clássico “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens, ganhou em suas adaptações para cinema e TV. Conheço a primeira, em P&B, de 1951, e uma protagonizada por Bill Murray (um dos caça-fantasmas), se não me engano feita para a TV entre o final da década de 80 e início da de 90.
Na história de Dickens, o protagonista Ebennezer Scrooge é um milionário avarento que não gosta das pessoas, trata mal seu único sobrinho e obriga seu empregado a trabalhar na noite de Natal. Na véspera da grande noite, ele recebe a visita de três fantasmas –passado, presente e futuro- que o levam por um passeio esclarecedor pela sua própria vida, forçando-o a ver a si e às próprias atitudes do ponto de vista de um espectador.
Outra alegoria, eu sei, mas que também sugere uma reflexão. É como se Dickens convidasse a todos a olharem para si mesmos de um ponto de vista diverso do próprio umbigo para nos conscientizarmos do que estamos fazendo –ou deixando de fazer- àqueles que nos rodeiam.
 
Outro de meus preferidos será exibido nesta véspera de Natal (22h15, desta quarta, 24) pelo canal pago Cinemax. Na produção francesa “Feliz Natal”, de Christian Carion, soldados alemães, franceses e escoceses em plena Primeira Guerra Mundial tentam manter a paz na época do Natal decretando uma trégua para enterrar seus mortos e jogar uma partida de futebol: o máximo da paz possível em meio à guerra.
 
Quem prefere um filme de Natal mais fora dos padrões pode se divertir com “O Grinch”, que traz Jim Carrey na pele de uma criatura verde e careteira que odeia o Natal e faz de tudo para estragar a festa para as outras pessoas.
 
Por fim, para quem não abre mão de um romance, minha dica vai para a comédia romântica “O Amor não tira férias”, com Cameron Diaz, Judd Law (charmosíssimo como sempre), Kate Winslet e Jack Black. A trama começa quando uma americana e uma inglesa que nunca se viram na vida se localizam via anúncios na internet e combinam “trocar de residência” durante suas férias para tratarem as respectivas “dores de cotovelo”. Claro que vão pintar novos amores durante seus “tratamentos” e o “final feliz” desembocará numa noite de Natal, com direito à brinde a catre em frente à árvore.

Ficam as dicas... Feliz Natal a todos!

'Hoje nós lutaremos!'

domingo, 21 de dezembro de 2008

 

O vídeo acima, que selecionei para a série que conduzo sobre o força da palavra no cinema, pertence aos últimos momentos de “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei”, o terceiro longa da série inspirada na obra homônima do inglês J.R.R. Tolkien, em minha opinião a melhor adaptação cinematográfica já feita de uma obra literária.

 

Arrisco dizer que a história de Tolkien tornou-se mais grandiosa na transposição para o cinema do que o é no livro. Talvez porque, escrito para o público infanto-juvenil, o livro utilize uma linguagem mais leve e menos dramática do que o tom épico adotado por Peter Jackson na direção da trilogia cinematográfica.
 
O resultado disso é que me emocionei menos ao ler os livros do que ao ver os filmes, o que é tremendamente raro acontecer, já que, normalmente, a palavra escrita disponibiliza muito mais possibilidades de emocionar do que quando transposta (e sempre resumida) para o cinema, pois provoca a criação de inúmeros mundos e imagens dentro de nossa própria mente (e a imaginação é sempre mais poderosa do que a imagem que recebemos pronta, porque é livre).
 
Mas voltando a “O Senhor dos Anéis”, há muitos trechos de toda a trilogia que mereciam constar nesta série sobre a força da palavra, mas selecionei este, em que o rei pródigo Aragorn conclama seus súditos a enfrentarem o exército muito mais numeroso, por ser um momento decisivo do filme e por casar divinamente a força do discurso motivacional às imagens. E no cinema, não basta o discurso ser bom, a imagem tem que dar-lhe o devido suporte, sob o risco da cena descambar para a pieguice.
 

Não é o que acontece aqui. O filme todo fala de heróis, grandes e pequenos, sendo Aragorn o mais vacilante deles. Assim mesmo –e talvez por isso mesmo- ele é o mais carismático, pois as suas dúvidas e vacilos o tornam mais próximo dos seres humanos comuns. Mas na hora deste discurso ele assume seu arquétipo heróico e se reconcilia com seu destino, que é liderar. Quando grita “Hoje nós lutaremos!”, os soldados que começaram a cena amedrontados e cientes do poderio maior do exército antagonista estão prontos para segui-lo até a morte se necessário. Grande momento!

 

 

POSTAGENS RELACIONADAS: "CARPE DIEM!"; "A Força de um bom discurso"; "Discursos motivacionais"

Esta é de respeito (lista Cahiérs du cinema)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ok! Eu sei que os leitores mais assíduos devem estar de saco cheio de ver listas de “melhores-alguma-coisa-do-cinema”, por isso prometo não reproduzir nenhuma por um bom tempo depois desta postagem. É que a lista divulgada pelo site Yahoo esta semana é definitivamente DE RESPEITO! Eu não podia deixá-la passar em branco.

Trata-se dos cem filmes eleitos como obrigatórios em livro recém-lançado pela Cahiers du Cinéma, revista francesa especializada em crítica de cinema e considerada uma espécie de Bíblia da sétima arte. De sua primeira equipe de edição, formada em 1951, saíram os principais nomes do movimento do cinema francês conhecido como nouvelle vague (nova onda), como Jean Luc Godard, François Truffaut, Alain Resnais, Jacques Rivette, Claude Chabrol e Eric Rohmer.
Enfim, não é uma lista feita por amadores. Consta que foram consultadas cerca de 76 pessoas, entre cineastas, historiadores e críticos franceses. Trocando em miúdos, quem se interessa por conhecer o melhor do cinema pode muito bem ir para a locadora com ela debaixo do braço
Para não perder o hábito, o topo da lista fica para “Cidadão Kane”, de Orson Welles - para sempre um marco na história do cinema por ter inaugurado muitas práticas de filmagem utilizadas até hoje. Talvez por esta razão, muita gente, ao assistir o filme pela primeira vez, não veja nada demais nos enquadramentos, na montagem ou nos planos filmados, agora que estas práticas tornaram-se corriqueiras em qualquer obra. É que o grande mérito de “Cidadão Kane” é justamente ter sido o primeiro a apresentar tais práticas de filmagens. Welles praticamente reinventou a linguagem cinematográfica a partir deste filme. Entenderam a importância?
Mas independentemente disso, a história do filme também tem uma força que não se perdeu com o tempo. A peregrinação de um repórter pelos locais e pessoas que conheceram o magnata da imprensa que acaba de morrer, com o objetivo de definir “quem foi ele” no aspecto mais humano possível, levanta uma questão filosófica: até que ponto é possível conhecer um homem na plenitude e as motivações de suas ações?
A lista continua com muitos clássicos antigos, como “A Regra do Jogo”, de Jean Renoir, três títulos de Alfredo Hitchcock (“Um corpo que cai”, “Intriga internacional” e “Interlúdio”), cinco de Charles Chaplin (“Em Busca do Ouro”, “Luzes na Cidade”, “Tempos Modernos”, “O Grande Ditador” e “Monsieur Verdoux”), entre outros. Apenas três foram produzidos nas últimas duas décadas: “Van Gogh”, de Maurice Pialat, “Fale com Ela”, de Pedro Almodóvar; e “Cidade dos Sonhos”, de David Lynch.

Veja quais são os títulos relacionados e seus respectivos anos de produção abaixo:

 

 

- Cidadão Kane (1941)
- O Mensageiro do Diabo (1955)
- A Regra do Jogo (1939)
- Aurora (1927)
- O Atalante (1934)
- M, o Vampiro de Dusseldorf (1931)
- Cantando na Chuva (1952)
- Um Corpo que Cai (1958)
- O Boulevard do Crime (1945)
- Rastro de Ódio (1956)
- Ouro e Maldição (1924)
- Rio Bravo - Onde Começa o Inferno (1959)
- Ser ou Não Ser (1942)
- Era uma Vez em Tóquio (1953)
- O Desprezo (1963)
- Contos da Lua Vaga (1953)
- Luzes da Cidade (1931)
- A General (1927)
- Nosferatu (1922)
- A Sala de Música (1958)
- Monstros (1932)
- Johnny Guitar (1954)
- A Mãe e a Puta (1973)
- O Grande Ditador (1940)
- O Leopardo (1963)
- Hiroshima, Meu Amor (1959)
- A Caixa de Pandora (1929)
- Intriga Internacional (1959)
- O Batedor de Carteiras (1959)
- Amores de Apache (1952)
- A Condessa Descalça (1954)
- O Tesouro do Barba Rubra (1955)
- Desejos Proibidos (1953)
- O Prazer (1952)
- O Franco Atirador (1978)
- A Aventura (1960)
- O Encouraçado Potemkin (1925)
- Interlúdio (1946)
- Ivan, o Terrível (1944)
- O Poderoso Chefão (1972)
- A Marca da Maldade (1958)
- Vento e Areia (1928)
- 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)
- Fanny e Alexander (1982)
- A Turba (1928)
- 8 1/2 (1963)
- Sel Sol (1962)
- O Demônio das Onze Horas (1965)
- O Romance de um Trapaceiro (1936)
- Amarcord (1973)
- A Bela e a Fera (1946)
- Quanto mais Quente Melhor (1959)
- Deus Sabe quanto Amei (1958)
- Gertrud (1964)
- King Kong (1933)
- Laura (1944)
- Os Sete Samurais (1954)
- Os Incompreendidos (1959)
- A Doce Vida (1960)
- Os Vivos e os Mortos (1987)
- Ladrão de Alcova (1932)
- A Felicidade não se Compra (1946)
- Monsieur Verdoux (1947)
- O Martírio de Joana d'Arc (1928)
- Acossado (1960)
- Apocalypse Now (1979)
- Barry Lyndon (1975)
- A Grande Ilusão (1937)
- Intolerância (1916)
- Partie de Campagne (1936)
- Playtime (1967)
- Roma, Cidade Aberta (1946)
- Sedução da Carne (1954)
- Tempos Modernos (1936)
- Van Gogh (1991)
- Tarde Demais para Esquecer (1957)
- Andrei Rublev - O Artista Maldito (1969)
- A Imperatriz Galante (1934)
- O Intendente Sansho (1954)
- Fale com Ela (2002)
- Um Convidado bem Trapalhão (1968)
- Tabu (1931)
- A Roda da Fortuna (1953)
- Nasce uma Estrela (1954)
- As Férias do Sr. Hulot (1953)
- A Terra do Sonho Distante (1963)
- O Alucinado (1953)
- A Morte num Beijo (1955)
-Era uma Vez na América (1984)
- Trágico Amanhecer (1939)
- Carta de uma Desconhecida (1948)
- Lola, a Flor Proibida (1961)
- Manhattan (1979)
- Cidade dos Sonhos (2001)
- Minha Noite com Ela (1969)
- Noite e Neblina (1955)
- Em Busca do Ouro (1925)
- Scarface - A Vergonha de uma Nação (1932)
- Ladrões de Bicicletas (1948)
- Napoleão (1955)