Viva as mulheres!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Eu, como mulher, mãe de menina e madrasta de duas meninas, acredito que, nós, mães, muito temos que ensinar às nossas filhas e às mulheres que convivem diariamente conosco. A condição feminina ainda é algo difícil, vivemos a ditadura da magreza, o corpo é o que mais importa e, em muitos casos, a mulher não passa de um mero objeto, sem contar todo o preconceito no mercado de trabalho - mulher com filho é, na grande maioria das vezes, preterida em cargos (e em salários), mas o tempo mostra o quanto evoluímos no quesito igualdade. Uma pesquisa encomendada pelo Cedro Mulher de Araraquara mostra que, para 73% das araraquarenses, a vida melhorou muito. E o melhor, a maioria acredita que temos mais liberdade. Portanto, neste dia 8 de março, além da feminilidade, temos também que lembrar da nossa força e ensinar autoestima a nossas filhas, porque quem se ama nunca vai deixar que alguém a humilhe ou a rebaixe. E viva as mulheres!

 

PS: Esse blog é atualizado semanalmente, todas as segundas-feiras.

Quando a criança morde demais!

segunda-feira, 1 de março de 2010

 Uma leitora nos enviou um problema. Ela pede ajuda para lidar com sua pequena, que morde desde meses e, hoje, com 3 anos e 10 meses, não melhorou. Vamos ajudá-la?

 

“Minha filha morde desde meses. Ela está com 3 anos e 10 meses e nunca parou... Ela tem época que não morde, mas é muito pouco tempo.... Ela morde demais. Eu não aguento mais.”

 

Luana Costa

 

Olá, Luana

 

Também passei por fases difíceis nas quais a Luiza mordia, principalmente, na escola. Ainda hoje, ela morde e, conversando com especialistas, cheguei a alguns caminhos que quero compartilhar com você:

 

1 – A criança utiliza a linguagem corporal para se comunicar. Como não sabe falar, além de chorar, ela começa a morder e a bater, caso se sinta incomodada com alguma coisa. O ideal é checar o que está incomodando sua filha e tentar modificar a situação.

 

2 – Morder e bater são comportamentos que vão mudando à medida que a criança cresce e a linguagem melhora. Estimule sua filha a falar sobre sentimentos, demonstrando quais são eles e como afetam os seres humanos. Por exemplo: se ela te morder, mostre que doeu e que está triste. Se morder algum amiguinho, diga que ele ficou chateado e pode não querer mais brincar com ela.

 

3 – Ensine que as pessoas preferem carinho à agressão. Ajude-a a acariciar as crianças que encontra, a você e ao pai dela, e os bichos de estimação – sejam seus ou de outras pessoas. Assim, ela vê que gestos bons são recompensados e, gestos maus, punidos. Nesta idade, as crianças já são vaidosas e gostam de agradar.

 

4 – Não bata, pois ela se achará no direito de ser agressiva com as pessoas. Quando ela morder, dê-lhe castigos duros. Tire-a do parquinho ou da brincadeira na hora. Ela vai chorar, mas vai aprender, com o tempo.

 

5 – Converse muito e com sinceridade. Diga o quanto fica triste com esse comportamento, que ela é uma criança amada e linda, mas que se continuar mordendo, não será mais querida por outras pessoas. E mais, reforce sempre o seguinte: “só os animais, que não sabem falar, mordem. Nós, seres humanos, sabemos falar, portanto, podemos conversar ao invés de morder”.

 

Um abraço e boa sorte!

 

Cris Gercina

 

 

 

 

 

Rivalidade entre irmãos

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Presente já na primeira família humana de que se tem notícia e retratada hoje em dia por Manoel Carlos, na novela Viver a Vida, a rivalidade entre irmãos existe e, muitas vezes, é um problema. Os conflitos, no entanto, podem ser resolvidos de forma pacífica se os pais tiverem orientação para lidar com o problema e, hoje, indicamos dois livros, um da Summus e outro do selo Nice, que podem ajudar:

 
O livro Irmãos sem rivalidade - O que fazer quando os filhos brigam, lançado pelo selo Summus Editorial em 2009, das autoras americanas Adele Faber e Elaine Mazlish, aborda os principais motivos de conflito fraterno e propõem soluções pacíficas, sempre levando em conta a individualidade de cada criança e o poder do diálogo. O maior diferencial da obra, porém, é considerar o conflito necessário para o desenvolvimento infantil. Segundo as autoras, de nada adianta “jogar para baixo do tapete” a mágoa e a raiva provocadas pelas brigas. Não dar atenção às consequências da rivalidade, assim como rotular e comparar os filhos, é muito perigoso e pode provocar danos permanentes nas crianças.       
 
Em Rivalidade fraterna: O ódio e o ciúme entre irmãos, lançado pelo selo Ágora em 2002, a psicóloga Nise Britto esclarece os motivos das desavenças mais comuns e também dos confrontos dissimulados entre os irmãos. Suas conclusões são baseadas em um grande trabalho de pesquisa sobre o tema, em que ela entrevistou 98 famílias de várias regiões do país.
 

Livros para crianças entre 2 e 18 anos

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A leitura é a melhor forma de trabalhar a linguagem das crianças, de ajudá-las a crescer e a desenvolver-se. Quando pequenos, eles ouvem com interesse os sons das palavras e entendem que a voz doce da mãe está identificando um momento bom.

 

À medida que vão crescendo, começam a se interessar pelas imagens e pelas histórias, e, em determinada idade, começam a entender e demonstrar seus sentimentos por meio da linguagem. Na adolescência, os livros são as portas para um novo mundo e, muitas vezes, ajudam os jovens a lidar melhor com as mudanças e os problemas da idade.

 

Pensando na importância da leitura, o movimento Educar para Crescer (www.educarparacrescer.com.br) ouviu educadores renomados e selecionou os 204 livros mais importantes entre os 2 e 18 anos. Os pais não podem perder.

 

Na lista estão autores renomados como Ruth Rocha e Ziraldo para os pequenos, assim como Monteiro Lobato e Reinações de Narizinho. À medida que os jovens vão se desenvolvendo, são introduzidas obras de Machado de Assis, Cecília Meirelles, José de Alencar, Álvares de Azevedo, Ariano Suassuna e Luís Fernando Veríssimo. Na adolescência, a lista foca, além dos títulos requeridos pela grande maioria das universidades, trabalhos mais contemporâneos, como O Caçador de Pipas e O Menino de Pijama Listrado. Aos 18 anos, última idade contemplada pela ação do Educar para Crescer, é hora de ler os internacionais Victor Hugo, Gustave Flaubert, Jane Austen e Oscar Wilde, Hemingway e Dostoievski.

Dez dicas de como tirar a chupeta!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Todos sabem que chupeta não é indicado para crianças, mas nós, mães, muitas vezes, esquecemos as recomendações e introduzimos a chupeta no dia-a-dia. Na hora de tirar, é uma saga, um sofrimento, não apenas para eles, mas para toda a família. Então, depois de conseguir tirar a chupeta da Luiza, deixo aqui cinco dicas para quem está sofrendo com isso:

1 - Espere um momento calmo na vida da criança, onde não haja grandes mudanças. Não adianta querer tirar a chupeta e a fralda ao mesmo tempo, nem mudar de casa ou de quarto ao mesmo tempo que quer tirar a chupeta. Faça uma coisa de cada vez.

2 - Seja sincera sobre os motivos de querer tirar a chupeta. Diga que faz mal aos dentes e à fala.

3 - Passe tranquilidade para seu filho. Não adianta querer que ele tome a decisão, você tem que estar segura de que é o melhor para seu pequeno e que vai aguentar o choro e as madrugadas insones.

4 - Leve ao dentista. Para os maiorzinhos, ajuda ouvir de um estranho que o hábito tem que mudar.

5 - Negocie. Se a criança já entende, troque por um brinquedo, por um passeio, ou por algo que ela goste. Mas cumpra sua promessa.

6 - Deixe a criança segura sobre a decisão. Diga: "vamos tirar apenas quando você estiver preparada (o)".

7 - Durante o período crítico, não fique falando sobre a chupeta. Esqueça o assunto.

8 - Não ceda. Mesmo com choro, pedidos, lamentações, seja forte.

9 - Use a seguinte técnica: primeiro, durante uma semana, tire a chupeta de dia. Depois, na outra, vá tirando da boca depois que a criança adormece e, por último, não dê mais a chupeta à noite.

10 - Incentive e fique feliz com o progesso do dia-a-dia. Sempre que puder, diga a seu filho que está feliz com a decisão de tirar a chupeta.