Quando um filho chora

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Choro de criança incomoda mesmo... Incomoda vizinhos, parentes, amigos. Quer coisa pior do que quando vamos visitar recém-nascidos e, com cólica, eles não param de chorar??? Ou quando vemos a criança de um amigo fazer um escândalo porque não quer ir embora de um lugar ou quer mexer onde não deve??? Bem, já estive dos dois lados e sei o quanto incomoda. Quando eu via o filho dos outros, sempre tive a mesma postura, nunca critiquei, se não podia ajudar, só me afastava e deixava a mãe e o pai tentar acamá-lo.

Mas o choro de uma criança incomoda mesmo quando ela é nossa... E só sabe disso quem é pai e mãe. No entanto, estudos revelam que a a dor não é só deles. É nossa também!mãe é quem mais sofre quando um filho chora, principalmente se for de primeira viagem, categoria na qual me incluo. Pois bem, hoje cedo fui levar a Luiza na creche e ela chorou porque não queria ficar. Minha filha sempre amou a escolinha, mas agora, no início do ano, depois de passar as férias comigo, com os pais, as irmãs e todos os parentes que nunca vê; depois de ter festa de 2 anos; brincar muito com os amigos; teve que trocar de tia na escola e está tirando a fralda, receita certa para que um bebê que se transforma em criança fique inseguro.

É o que está acontecendo com a Luiza... Com tantas mudanças, ela passa pelo difícil período de adaptação que vai ter sempre um chorinho ou outro... E sabe o que acontece comigo? Também tenho que me adaptar a cada nova fase dela, lidar com meus medos, frustrações e ainda passar segurança para a pequena, mostrar que tudo será legal... Não posso chorar. Mas confesso: não tem coisa que me incomode mais, me desestruture mais ou me corte mais o coração do que as lágrimas da Luiza. E ela sabe disso!!!

A hora certa de tirar a fralda

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A Luiza completou 2 anos na sexta-feira e hoje, apenas quatro dias depois, começamos a tirar a fralda de minha pequena. Definitivamente, ela é um ex-bebê que passa para o grupo das crianças, ou seja, crescendo mais um pouco... Claro que isso só é possível porque ela vai na escolinha e a "tia" vai me ajudar a ensiná-la a ir ao banheiro e me ensinar como se orienta uma criança.

Antes de começar a tirar a fralda da Luiza, a "tia" da escolinha veio me perguntar se eu achava que ela estava madura o suficiente para a nova tarefa. Respondi que sim, sem titubear, porque desde um ano e oito meses ela mesma já arrancava a fralda quando podia e, em casa, estávamos ensinando-a a usar o peniquinho.  Além disso, li muito sobre o assunto e reproduzo aqui parte do que vi.fralda de pano agora está na moda e essa é bem fofa!

Segundo especialistas, entre um ano e meio e três anos a criança já é capaz de entender as necessidades fisiológicas como xixi e cocô, mas não é o pai ou a mãe quem vai determinar o momento certo e, sim, a criança que vai demonstrar se já está madura. Ou seja, ela vai mostrar ou dizer que não quer colocar a fralda, vai se interessar para ir ao banheiro, tentando imitar os pais, vai tirar a fralda e vai avisar se fez cocô ou xixi ou se quer fazer. Esse é o momento certo para começar a tirar a fralda.

No entanto, nada de pressa... Sempre muita paciência e muita disciplina, pois o bebê precisa ser levado ao banheiro com frequência - pelo menos de uma em uma hora. Na escolinha, por exemplo, eles fazem isso de 20 em 20 minutos. Depois, é só esperar e se surpreender com a capacidade de cognição dos pequenos.

Dois anos

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Hoje seria uma sexta-feira bem comum, daquelas cheias de trabalho e problemas, que fazem a gente desabar depois de uma semana corr23 de janeiro de 2007, às 10 horasida e estafante, não fosse o fato de que minha filha Luiza faz 2 anos. Acredito que, quando a acordar daqui uns 40 anos para lhe dar parabéns, esteja ela onde estiver, vou sempre pensar a mesma coisa: há tantos anos, nesse dia, eu me dirigia ao Hospital São Paulo, em Araraquara, para dar a luz à minha pequena.

Pois bem: há dois anos, depois de 40 longas semanas de espera, me dirigi ao Hospital São Paulo, em Araraquara, na manhã do dia 23, para fazer uma cesariana e, finalmente, ver o rostinho da minha tão esperada Luiza. Creio que a espera pela minha pequena foi bem maior que as 40 semanas, pois ela já estava nos meus sonhos há muito tempo (com nome e tudo!). Quem me conhece sabe disso.

A Luiza nasceu às 10 horas de 23 de janeiro de 2007 - um lindo dia de sol - traduzindo em seu pequenoPodem bater palmas pra mim!!! rostinho os meus desejos mais íntimos, os meus sonhos mais rofundos e representando a minha maior realização. Hoje, passados dois anos, a áurea de sonho que experimentei nas primeiros dias de vida dela ainda perdura em nossos momentos juntas, representada em brincadeiras e carinhos que são só nossos.

Ela é mesmo minha maior realização, minha melhor obra de arte, a poesia mais linda que já escrevi, a canção mais bonita que já cantei... E ainda hoje, seu rostinho representa a visão mais linda que já tive na vida...

Parabéns, filhinha!!!

 

 

 

 

 

 

 

A primeira vez a gente nunca esquece

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Quando temos filhos, tanto nós quanto eles experimentaremos várias primeiras vezes no decorrer da vida. E o primeiro dia de escola é alOlha eu e a Luiza no primeiro dia de aula dela, em junho de 2007go marcante, neste caso, muito mais marcante para nós do que para eles. Os pequenos costumam ficar assustados com a novidade, mas também ficam ansiosos e, na maioria dos casos, dependendo da idade, se mostram felizes com a conquista ao invés de assustados.

Minha mãe sempre me conta uma história engraçada do meu primeiro dia de aula que eu só entendi mesmo quando tive que levar minha filha para a escolinha, aos quatro meses e meio. Hoje, as crianças vão para a escola cada vez mais cedo... Bem, segundo minha mãe, quando eu tinha 5 anos, fui levada para a pré-escola. Ela me preparou bem, dizendo que era algo divertido e necessário para meu desenvolvimento. Eu, cheia de vontade de ler e escrever, ter cadernos, mochila e lancheira, fiquei muito feliz ao ser matriculada. E eis que vai minha mãe, cheia de confiança, me levar para o primeiro dia de aula. Ao chegar, eu me despedi, dei as costas e fui ao encontro da "tia". Ela conta até hoje que, ao me ver entrar sem nem olhar para traz, sem derramar uma lágrima sequer, ela caiu no choro.

Sempre ri da história, mas lembro que no dia em que deixei a Luiza na escolinha o aperto no coração foi grande, embora eu não tenha chorado (nem ela, pois era um bebê). Mas todas as vezes que ela muda de fase, muda de "tia", muda de sala, eu tenho medo e sinto aquele aperto que minha mãe sentiu. A dúvida é saber se ela ficará bem. No entanto, antes de qualquer mudança, sempre converso com especialistas sobre o assunto e eles são unânimes em dizer: demonstre confiança, pois somente assim, seu filho ficará bem e não sentirá medo.

A dica para as mamães que vão levar os filhos pela primeira vez na escola é essa: mesmo que doa, demonstre que será legal e tudo ficará bem. E claro que, depois, a mamãe pode cair no choro, mas tem que ser longe do filho, na rua, em casa, ou escondida atrás de uma árvore...

Meus desejos para 2009

sábado, 17 de janeiro de 2009

Faz mais de um mês que não escrevo no blog, não coloco uma linha sequer sobre a proposta de falar das experiências da maternidade. E o que me fez ficar tanto tempo sem atualizar foi justamente a maternidade na vida moderna. Ser mãe, ter que trabalhar bastante e resolver mais um monte de outras exigências sociais é muito difícil e corrido. Muitas vezes, não sobra tempo para nada. Só trabalho e dedico o pouco tempo que tenho livre para minha filha, que fará dois anos este mês. Se compensa??? Claro que sim e quem é mãe sabe disso. Embora ao final de cada dia eu fique meio esgotada com tantas funções, durmo feliz e realizada depois que minha pequenina vai para a cama exausta de tanto brincarmos. A gente vê filmes juntas, inventa histórias e experimenta as novidades da vida dela. A fralda que está sendo tirada, as novas palavras, as novas frases, os desenhos animados e a curiosidade que a faz detonar a minha casa, a casa da vovó e de várias outras pessoas que nosso círculo de amizades.

Por isso, no topo da minha lista de desejos de ano novo está uma forma de fazer o tempo se esticar só mais um pouquinho a cada dia para que eu possa me dedicar a Luiza e, consequentemente (o trema já era, que bom !!!!) a tudo o que amo: meus amigos, livros, cinema, o jardim, as cachorras, o gato, artesanato, dança, namorar e blogar, é claro. Desta forma, tenho certeza que serei uma mãe melhor a cada dia, meu segundo desejo de ano novo, e, por tabela, uma pessoa melhor, mais madura e mais evoluída (meu terceiro desejo). Quanto ao resto, quero ter saúde física e mental para aguentar tudo o que promete vir pela frente em 2009 e, nunca, mas nunca mesmo, desistir dos meus sonhos.

Feliz 2009 !!!!