O mundo é mesmo muito estranho, enquanto a maioria das pessoas que ficar magérrima, parecendo as modelos de revistas e as atrizes da tevê e do cinema, as mães querem os filhos gordinhos e rechonchudos. Minha neura com o peso da Luiza é tanta (não só com o peso, o desenvolvimento em si, é claro) que até já me rendeu o apelido de “anorexa ao contrário”. Segundo o Richard, meu amigo, eu sou a única mãe que cuja filha está gorda e a vê magra.
A alimentação infantil é dramática, em alguns momentos. A pior coisa é colocar comida no prato e o filho não comer, vê-lo ficar doente com freqüência por má alimentação e olhá-lo cada dia mais magrinho perto de outras crianças... No entanto, é bom lembrar que dos 2 aos 8 anos as crianças ficam seletivas, escolhem o que querem e os malabarismos para manter uma alimentação saudável aumentam.
Em homenagem ao Dia Mundial da Alimentação, celebrado no último dia 16, publico algumas dicas da nutricionista Sandra Cury Pinfildi Manfri, do curso de Nutrição da Faculdade Immes-Fafica, e algumas dicas minhas, de coisas que aprendi com o nascimento da Luiza.
Dicas da nutricionista:
- Hora do almoço é hora de arroz, feijão, verdura, carne e legumes. Para sobremesa, faça salada de frutas, gelatina;
- A criança come o que o pai e a mãe come. Portanto, dê exemplo;
- Fritura não é saudável. Mude a maneira de preparar os alimentos;
- Não permita que as crianças comam em frente à televisão;
- Sempre que possível, faça as refeições em família. Dê o exemplo de como se alimentar corretamente;
- Dê preferência a carnes magras, a frangos sem pele e a peixes pelo menos uma vez por semana. Evite embutidos (lingüiça, salsicha, etc.) porque contêm muito sal e conservantes.
- Permita, de vez em quando, que a criança participe da preparação de algum alimento. Isso facilita a aceitação;
- Deixe o refrigerante para o final de semana, pois prejudicam a formação dos ovos e tem muito açúcar;
- Se uma refeição for rejeitada, não a substitua por guloseimas, iogurtes ou leite. Quando mais tarde a criança estiver com fome, dê o alimento que foi sugerido;
- Tente fornecer alimentos variados e coloridos, pois essa é uma maneira prática de suprir os mais diversos nutrientes;
- Leites, queijos, iogurtes e coalhadas são muito importantes, ajudam a formar massa óssea na infância e na adolescência e previne osteoporose no futuro;
- Estipule horários para as refeições. Lanches podem ser usados, sim, mas prefira os lanches naturais e com menos gordura.
Dicas da Cris:
- Boa alimentação começa na gestação. É um momento importante para comer de tudo, para se reeducar, afinal, tem estímulo maior que fazer seu filho crescer dentro de você?
- Alimente seu bebê exclusivamente no peito até os seis meses. Não, ele não precisa de água nem de chazinho.
- O leite materno está na temperatura ideal, não custa nada, ajuda a combater diversas doenças, faz com que o bebê se desenvolva melhor (física, motora e psicologicamente) e não causa intoxicação alimentar.
- Durante o aleitamento, evite refrigerantes, açúcar, chocolate e feijão. Causam gases e ajudam, sim, a provocar cólicas no bebê.
- Depois do seis meses, não tenha pressa na introdução de novos alimentos, comece com os suquinhos e frutas. Para se acostumar com o gosto, o alimento deve ser oferecido entre seis e dez vezes à criança.
- O almoço e o jantar, ou seja, a comida salgada, só deve ser introduzida depois do 7º mês e aos poucos, quando o bebê já conhecer o gosto das frutas. Tudo aliado ao aleitamento materno.
- Peixe e mel não devem ser oferecidos a crianças menores de um ano. Peixe pode causar graves intoxicações alimentares e mel contém a bactéria que provoca o butolismo.
- Ofereça as primeiras papinhas com apenas um legume: ou batata, ou cenoura, ou chuchu, ou beterraba, na forma de purê. Isso ajuda o bebê a identificar o sabor de cada coisa. Aos poucos, acrescente outros vegetais e carnes.
- A papinha salgada deve sempre conter quatro tipos de alimentos: tubérculos (batata, ou mandioca, mandioquinha, inhame), vegetais (couve, alface, tomate, brócolis, entre outros), grãos (arroz, fubá) e carnes (frango, fígado, carne vermelha).
- Reserve um local adequado para a alimentação do bebê (um cadeirão, por exemplo), sempre perto da mesa e, aos poucos, vá fazendo com que ele acompanhe os hábitos dos pais: beba no copo, coma sozinho,
- Brincar com a própria comida é saudável. Embora faça sujeira, não reprima a criança.
- Adie o quanto puder o acesso à açúcar e refrigerante. Nada de chocolate, nada de salgadinho e sucos, só de frutas doces.
- Matricule seu filho em uma escolinha assim que possível ou que se sentir segura. Em grupo, as crianças aceitam melhor outros alimentos.