Mães de Luiza

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

No mundo existem diversas tribos e várias delas são bem conhecidas, mas nunca pensamos na tribo "mães" antes de ter filhos. Pois bem, dentro deste grupo, encontrei uma subdivisão outro dia, passeando no shopping com a Luiza: mães de Luiza. Estávamos lá, eu, ela, o Renê, a Vivi e Felipe que trabalham comigo, tomando café e lidando com as traquinagens de minha pequena, come bolacha, pede sorvete ao Felipe, quer o café da Vivi, brinca com o copinho, conversa, ri, mexe, mexe e mexe, com aquela curiosidade enorme das crianças com quase dois anos que, muitas vezes, confesso, me faz ficar envergonhada. De repente, vejo uma criança do mesmo tamanho, com os olhos e o cabelo castanho, a pele branquinha e a mesma vitalidade da minha Luiza. Estávamos levantando da mesa e, antes mesmo que os pais dela percebessem, a pequena já tomou para si o lugar e, rapidamente, começou a descobrir tudo o que estava próximo de suas mãos.

A mãe dela nos olhou envergonhada, pedindo desculpas porque nem sabia se o lugar estava mesmo vago e a conversa entre nós começou.

- Que linda sua filha. Quanto tempo tem?

- Um ano e nove meses e a sua?

- Tem um ano e dez meses, respondi e emendei outra pergunta: como se chama?

- Luiza, respondeu a outra mãe.

- A minha também.

Daí começou o assunto, o reconhecimento e descobrimos as mesmas características em nossas filhas, que sã bebês da mesma idade. Nasceu a subdivisão "mães de Luiza". Lembrei de outras mães de Luiza que conheci no curso de gestante, na escola, no supermercado, na quitanda, no Sesc.

 

Dá para ter filho de 15 em 15 anos????

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Depois de que tive a Luiza, há um ano e dez meses, coloquei uma frase no MSN que deixou a muitos intrigados: "ter filhos é uma experiência viciante". Todos que leram foram unânimes em dizer: a Cris quer mesmo ter mais filhos logo. Mas para confirmar, muita gente me pergunta se penso ou não em ter mais filhos, em dar mais irmãos a Luiza, essas coisas... Nunca respondo, sempre disfarço com evasivas: "nos dias de hoje...", "ah, os desafios da maternidade..."

A minha resposta é simples: pelo prazer de ser mãe, sim, teria mais filhos; mas pelas dificuldades da vida, não, não quero ter filhos. Agora, a mais nova resposta é: "se fosse possível ter filhos daqui 15 anos e continuar com o mesmo corpo, a mesma disposição e o mesmo pique, eu planejaria um outro bebê, mas como não é possível, dificilmente terei outro filho..."

Acredito que a natureza é sábia, mas errou em uma coisinha: a gente envelhece e sente os sinais da idade muito rapidamente. Acho que o intervalo de 15 anos entre um filho e outro seria ideal. Pensem só: quando pequenos, bebês requerem muita atenção; quando maiorzinhos, o esforço é pela educação, daí vêm a culpa de não poder ficar com eles, o medo de ter tomado decisões erradas e as dores por não ter mais pique para brincar de esconde-esconde às dez da noite.

Se os filhos nascessem de 15 em 15 anos, mas a gente continuasse os mesmos (fisicamente, é claro), seria bem melhor. Quando o adolescente criasse asas, quisesse voar, soubesse se virar sozinho viria um bebê. Então, nem teríamos tempo de sentirmos saudades da infância dos filhos e os conflitos entre pais e filhos seriam praticamente zerados. Não é uma boa idéia????