No mundo existem diversas tribos e várias delas são bem conhecidas, mas nunca pensamos na tribo "mães" antes de ter filhos. Pois bem, dentro deste grupo, encontrei uma subdivisão outro dia, passeando no shopping com a Luiza: mães de Luiza. Estávamos lá, eu, ela, o Renê, a Vivi e Felipe que trabalham comigo, tomando café e lidando com as traquinagens de minha pequena, come bolacha, pede sorvete ao Felipe, quer o café da Vivi, brinca com o copinho, conversa, ri, mexe, mexe e mexe, com aquela curiosidade enorme das crianças com quase dois anos que, muitas vezes, confesso, me faz ficar envergonhada. De repente, vejo uma criança do mesmo tamanho, com os olhos e o cabelo castanho, a pele branquinha e a mesma vitalidade da minha Luiza. Estávamos levantando da mesa e, antes mesmo que os pais dela percebessem, a pequena já tomou para si o lugar e, rapidamente, começou a descobrir tudo o que estava próximo de suas mãos.
A mãe dela nos olhou envergonhada, pedindo desculpas porque nem sabia se o lugar estava mesmo vago e a conversa entre nós começou.
- Que linda sua filha. Quanto tempo tem?
- Um ano e nove meses e a sua?
- Tem um ano e dez meses, respondi e emendei outra pergunta: como se chama?
- Luiza, respondeu a outra mãe.
- A minha também.
Daí começou o assunto, o reconhecimento e descobrimos as mesmas características em nossas filhas, que sã bebês da mesma idade. Nasceu a subdivisão "mães de Luiza". Lembrei de outras mães de Luiza que conheci no curso de gestante, na escola, no supermercado, na quitanda, no Sesc.