Gracinhas dos bebês

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O mundo visto aos olhos dos bebês fica muito divertido. Eles fazem cada ligação, cada comparação... Coisas muito estranhas, mas que ao final são bem coeolha a Luma quando era bebezinhasas. A Luiza está com 2 anos e naquela fase linda da descoberta da linguagem e da aprendizagem por associação. Dia desses ela nos fez morrer de rir (e de orgulho!!!) em um supermercado em Bauru. Fomos em Bauru levar a Eleonora de volta para a casa da mãe, pois passou o fim de semana conosco, e aproveitamos para visitar a Ana, filha dos meus amigos Dani e Fê, que nasceu dia 13. Precisava comprar leite e fralda (noturna!! - Ela está tirando a fralda e não a usa mais de dia) e fomos a um hipermercado. Enquanto eu e o Renê procurávamos os produtos, a Luiza nos chama: "Mamãe, papai, olha a Mulan". É o seguinte: Mulan, para ela, é a nossa labradora Luma, filha da Grazi, que tem oito meses. Olhamos para a direção onde ela mostrava e vimos uma foto linda de um labrador bebê. Caimos na gargalhada !!!!

Todas as mães são leoas

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A comparação entre mães e leoas é conhecida por todos. Mas só sabe mesmo o que é se transformar em leoa quem tem um filho para defender. E não excluo os pais daqui. Mães são leoas e pais são leões quando se trata do bem estar e, principalmente, da defesa de seu filho. Ontem, vivi um episódio que me marcará para sempre e tenho certeza que também marcará a Luiza (leiam no post "Minha experiência com a Cia. Texc de Teatro"). A única coisa que espero é que não a marque negativamente no sentido de passar a odiar teatro.

O responsável por me fazer sair da minha condição humana e me transformar numa leoa me disse que foi duro ter se dedicado a um espetáculo de teatro com tanto afinco, para apresentar algo de boa qualidade ao público (a peça "O Menino Machadinho" realmente era muito boa) e ver tudo ir por água abaixo porque eu, que me transformei em leoa quando minha filha precisou de defesa, estraguei tudo. Na realidade, ele questionava que eu não sabia o quanto era duro trabalhar por tanto tempo em algo que acreditava e para o qual queria dar o melhor.

E a minha resposta é uma só: toda mãe é leoa porque ter filho é muito mais que fazer uma peça de teatro. Se se leva meses para uma montagem teatral, são 40 semanas de gestação e de espera por um novo ser humano que, na minha opinião, deve ser bem recebido por toda a sociedade com o que há de melhor, pois só assim, teremos um mundo realmente melhor.

Quem é mãe e pai sabe o que eu estou falando. Quem ainda não é saberá um dia. E para quem não quer ter filhos ou foi impedido pela vida de os ter o recado é um só: respeitem as mães e os pais porque, mesmo que você não seja um(a), você teve ou tem um(a).

 

Minha experiência com a Cia. Texc de Teatro

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sou uma amante das artes, adoro música, literatura, artes plásticas, teatro, poesia e acho tudo isso super importante para a formação da Luiza. A primeira vez que a levei ao teatro foi aos 2 meses. Levei-a à um espetáculo da Escola Municipal de Dança, comandado lindamente por Gilsamara Moura, no Teatro Municipal de Araraquara. Pois bem, não imaginava que nesse mesmo teatro, onde costumo ir tantas vezes (na maioria, ver os meninos da Escola Municipal de Dança), presenciaria um dos momentos mais tristes da curta vida de minha filha. Ontem (12/02/09), eu e o Renê levamos a Luiza ao Municipal para assistir à pela "O Menino Machadinho" sobre a história de Machado de Assis. O espetáculo começava às 20 horas (o que considero ruim, pois crianças que seguem a rotina infantil dormem cedo e, por volta das 20 horas, começam a se preparar) e seguimos para o local depois de um longo dia de trabalho e a Luiza, depois de um dia na escola. Uns 30 minutos depois que começou a peça, a Luiza começou a demonstrar inquietação e, por três vezes, se sentou nas escadas embaixo do palco, querendo subir. Eu, imediatamente, tirei-a de lá, sob choro e gritos, e tentei sair do teatro, mas não consegui abrir a porta e eu e o Renê nos sentamos novamente esperando uma chance de que alguém abrisse a porta e conseguissêmos sair. De repente, a porta se abriu e um homem branco, alto, calvo, que segundo informações recebidas, se chama Ariovaldo e comanda há anos a Cia. Texc, entrou no  teatro e começou a gritar comigo e com minha filha, dizendo várias coisas das quais não me lembro, entre elas, que estava filmando e que a Luiza precisava "calar a boca". Sai pacientemente do teatro e, quando a porta se fechou, garantindo que o público ficasse envolto no mundo mágico da peça, comecei a berrar querendo conversar com o tal Ariovaldo. Passei muito tempo gritando atrás dele, que não queria me atender. Por fim ele desceu e, mesmo pedindo desculpas, chamou minha filha de mal educada e queria me convencer que aquela não era uma atitude de uma criança de 2 anos.

Ainda agora, passadas mais de 12 horas do episódio, sinto dores por todo o corpo. Na hora, fiquei tão nervosa que comecei a passar mal. A certeza que me veio na mente foi de que, se eu não estivesse com a Luiza, ele a teria agredido. Outra coisa que me deixou muito abalada foi que essa Cia. vive de fazer peças para crianças. No mesmo dia à tarde, escolas tinham levados pequeninos para assistir o espetáculo. Só digo uma coisa: minha filha jamais irá sem mim a uma peça da Cia. Texc. Nunca deixarei que ela vá com a escola a qualquer espetáculo cujo Ariovaldo faça parte. E aos pais e mães deixo um alerta: cuidado ao levar seus filhos ao teatro, vejam bem quem fez e se entende realmente da alma infantil ou se só querem ganhar dinheiro às custas de nossos filhos.

Quanto ao Ariovaldo, um recado: a Cia. Texc tem 50 anos de história em Araraquara, mas no assunto criança, precisa evoluir muito, pois está apenas engantinhando.

Febres

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A Luiza está doente. Levamos ao pediatra, não se sabe o que ela tem. Aliás, não deve ser nada ou deve ser algo muito íntimo e particular que não conseguimos descobrir porque a pequena ainda tem 2 anos. Durante a noite que passamos, eu e o Renê, paparicando nossa filhinha em virtude da febre, que surgiu do nada, fiquei pensando em quantas febres mais ela deve ter ainda pela vida e quantas noites mais passaremos tentando fazê-la ficar melhor. Quando eu era adolescente, qualquer mudança na minha vida me dava febre e minha pobre mãe fazia de tudo para me deixar melhor, mas eram males da alma. Foi nessa hora que me dei conta: mesmo se a Luiza soubesse falar e soubesse o que a aflige, talvez não me contasse o motivo de sua doença: um amor não correspondido, uma amizade que se foi, alguma acusação injusta, um castigo severo demais que eu mesma dei... Foi aí que percebi que, daqui pra frente, vou passar minhas noites em claro quando ela tiver febre e nem sempre saberei o motivo. Mesmo assim, sei que ficaremos ao seu lado, eu e o Renê, até quando ela nos quiser por perto.

A hora certa de tirar a fralda - parte 2

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Hoje, exatamente uma semana após termos iniciado o processo de retirada da fralda da Luiza ela pediu para ir ao banheiro e, pasmem, queria mesmo fazer xixi. NAlgumas bonecas ensinam a usar o penico...a realidade, a minha pequena começou a abaixar a calça e a calcinha, no meio da sala, e disse que queria fazer xixi. Eu mais que depressa coloquei-a no peniquinho, que fica estrategicamente na sala de casa... E o mais legal: ela fez xixi!!! Eu o pai dela ficamos tão felizes, batemos palma, que ela mesmo se empolgou.

A conquista de minha pequenininha me deixou muito feliz porque tem coisas que são bem difíceis de ensinar e, no caso da fralda, é complicado. Nesta primeira s...outras a usar o banheiro. Essa dá até descarga!emana, sem controle dos esfincteres, ela fez xixi no sofá e no chão diversas vezes... Além disso, ela ficou meio assustada e, muitas vezes, se recusava a ir ao banheiro. A gente só não fica bravo porque é muito bonitinho ver ela falar: "não, num quelo".

O mais legal é que, quando ensinamos algo aos filhos, a conquista não é só deles. Hoje, me sinto duplamente feliz, por ela e por mim, e pelo Renê, pela Luana, que é a babá dela, e pela "tia" Patrícia, da escola, responsável pela iniciativa. Retirar a fralda é um marco no desenvolvimento infantil, pois, segundo especialistas, controlar os esfincteres é uma das tarefas mais difíceis. Segundo os pediatras, a época certa é entre 18 e 30 meses, mas é preciso respeitar a vontade da criança. E elas ainda nem entendem muito sobre sentimentos e vontades...