Sou uma amante das artes, adoro música, literatura, artes plásticas, teatro, poesia e acho tudo isso super importante para a formação da Luiza. A primeira vez que a levei ao teatro foi aos 2 meses. Levei-a à um espetáculo da Escola Municipal de Dança, comandado lindamente por Gilsamara Moura, no Teatro Municipal de Araraquara. Pois bem, não imaginava que nesse mesmo teatro, onde costumo ir tantas vezes (na maioria, ver os meninos da Escola Municipal de Dança), presenciaria um dos momentos mais tristes da curta vida de minha filha. Ontem (12/02/09), eu e o Renê levamos a Luiza ao Municipal para assistir à pela "O Menino Machadinho" sobre a história de Machado de Assis. O espetáculo começava às 20 horas (o que considero ruim, pois crianças que seguem a rotina infantil dormem cedo e, por volta das 20 horas, começam a se preparar) e seguimos para o local depois de um longo dia de trabalho e a Luiza, depois de um dia na escola. Uns 30 minutos depois que começou a peça, a Luiza começou a demonstrar inquietação e, por três vezes, se sentou nas escadas embaixo do palco, querendo subir. Eu, imediatamente, tirei-a de lá, sob choro e gritos, e tentei sair do teatro, mas não consegui abrir a porta e eu e o Renê nos sentamos novamente esperando uma chance de que alguém abrisse a porta e conseguissêmos sair. De repente, a porta se abriu e um homem branco, alto, calvo, que segundo informações recebidas, se chama Ariovaldo e comanda há anos a Cia. Texc, entrou no teatro e começou a gritar comigo e com minha filha, dizendo várias coisas das quais não me lembro, entre elas, que estava filmando e que a Luiza precisava "calar a boca". Sai pacientemente do teatro e, quando a porta se fechou, garantindo que o público ficasse envolto no mundo mágico da peça, comecei a berrar querendo conversar com o tal Ariovaldo. Passei muito tempo gritando atrás dele, que não queria me atender. Por fim ele desceu e, mesmo pedindo desculpas, chamou minha filha de mal educada e queria me convencer que aquela não era uma atitude de uma criança de 2 anos.
Ainda agora, passadas mais de 12 horas do episódio, sinto dores por todo o corpo. Na hora, fiquei tão nervosa que comecei a passar mal. A certeza que me veio na mente foi de que, se eu não estivesse com a Luiza, ele a teria agredido. Outra coisa que me deixou muito abalada foi que essa Cia. vive de fazer peças para crianças. No mesmo dia à tarde, escolas tinham levados pequeninos para assistir o espetáculo. Só digo uma coisa: minha filha jamais irá sem mim a uma peça da Cia. Texc. Nunca deixarei que ela vá com a escola a qualquer espetáculo cujo Ariovaldo faça parte. E aos pais e mães deixo um alerta: cuidado ao levar seus filhos ao teatro, vejam bem quem fez e se entende realmente da alma infantil ou se só querem ganhar dinheiro às custas de nossos filhos.
Quanto ao Ariovaldo, um recado: a Cia. Texc tem 50 anos de história em Araraquara, mas no assunto criança, precisa evoluir muito, pois está apenas engantinhando.