"Mercadorias e Futuro" ou O valor das Coisas

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Eu conheci o Cordel do Fogo Encantado e o Lirinha, o vocalista da banda, no início de 2001, quando eu terminava a faculdade de Jornalismo, em Bauru. Era uma época muito difícil, fim de curso, muitas expectativas, pouco dinheiro, dificuldade em me manter, medo do mercado de trabalho, insegurança sobre a profissão... Pois bem, foi em um espetáculo mais teatral do que musical, no Sesc de Bauru, em uma quarta-feira que matei aula de Rádio, que vi o Cordel pela primeira vez. Apaixonei-me pelo jeito moderno de fazer e dizer as antigas poesias dos meus avôs e de meus pais. Sou filha de nordestinos, de Pernambuco, terra do Lirinha e dos outros meninos da banda. Por fim, o Cordel entrou em nosso trabalho de final de curso - uma revista sobre cultura alternativa - meio por acaso e muito por insistência minha (fiz o trabalho com a Renata Martins), mas na conclusão, foi a capa da revista. Na época, eu nem era formada e eles me deram a maior atenção, me concederam todas as entrevistas necessárias para o trabalho, responderam e tiraram várias dúvidas e, se tornaram amigos. Nas entrevistas, descobri o quanto o Lirinha é um cara inteligente e aprendi muito, mas muito mesmo com ele. Já naquela época, aprendi o valor de acreditar em si mesmo e o quanto podemos mudar nossa vida com isso. Ele, sem querer, me ajudou a ver além. Pois bem, hoje, 19 de junho, o Lirinha esteve em Araraquara para apresentar seu espetáculo de teatro "Mercadorias e Futuro". Eu já imaginava que seria algo genial, pois ele é mesmo muito inteligente, mas foi além. À tarde, enquanto ele testava a iluminação, levei a Luiza para conhecê-lo e tivemos uma breve conversa enquanto ele trabalhava. Encontrei também o Játiles, que cuida da luz, e em mais uma conversa rápida, lembranças boas vieram à tona. No fim do dia, assisti ao teatro, engraçadíssimo e, como eu já esperava, genial mesmo. Além das risadas que alegram o dia e das conversas que relembram bons momentos, hoje, aprendi mais uma coisa que quero mostrar para minha filha: o valor das pessoas é inestimável. Quando abrimos espaço para a bondade que há em cada um fazer parte de nós, podemos mudar nosso destino e a vida dos outros, colocamos um pedacinho de tudo que nos rodeia em nossa história e, por fim, somos "o todo, que se não englobar tudo, é nada". E, mais uma vez parafraseando Lirinha, ou Lirowviski: "mãe é foda!"

O Corpus Christi de Matão e o que quero ensinar para minha filha

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Hoje, 11 de junho, ocorre mais uma edição da tradicinal festa de Corpus Christi de Matão. Em Matão, os eventos religiosos católicos são fortes, como éa cada momento, ensinamos coisas para os filhos o caso da Procissão de Ramos, e atraem milhares de pessoas. Eu, por diversas vezes, a trabalho, participei de alguns deles. No ano passado, como fui somente a passeio, levei a Luiza para brincar nas belezas de tapetes que enfeitam as ruas e para ir se habituando, aos poucos, à religião que quero ensinar a ela. Este ano, a trabalho e com chuva, não pude levar minha pequena. Nas ruas, havia muita gente, mas o que mais me impressionou foi a quantidade de pais que levaram seus filhos, bebês e crianças que, brincando e se divertindo, aprendiam sobre religião, eucaristia, partilha e como professar a sua fé. Porque religião, para mim, não são apenas dogmas, dez mandamentos, nascimento ou morte de Cristo. Para mim, religião é amor ao próximo, é bondade, é união, é vencer seus medos, fazer melhor a cada dia, é acreditar na bondade do ser humano e ter fé de que depois do sofrimento vem sempre a felicidade, esperar e deleitar-se com essa felicidade, sem prejudicar ninguém, sem humilhar ninguém, sem destruir ninguém. No ano que vem, também quero a Luiza brincando nas ruas de Matão enquando a procissão segue e, sem perceber, dividindo espaço com o próximo, dando lugar para alguém passar, admirando a beleza do sol e da chuva e, sem perceber, crescendo e se fazendo cada dia melhor.

Conte sua história e ganhe um prêmio

terça-feira, 2 de junho de 2009

Este mês, o Blog Filhos...Filhos? vai sortear três termômetros para banho, que servem para medir a temperatura da água da banheira. Os termômetros são da Nuk, conhecida marca de produtos infantis, e estão disponíveis nas cores vermelhor, azul e amarelo. Para participar, é simples: basta acessar o blog, acessar em comentário e contar uma experiência sua com crianças. Pode ser seu filho, irmão, vizinho, sobrinho, neto... No final do mês, sortearemos os vencedores e o resultado será divulgado no Portal, no blog e no jornal do dia seguinte. Não esqueça de colocar nome completo, sexo da criança e um telefone para contato. Participem e, agora, confiram a minha historinha:

 

A história da Cris* (ou como virei mãe da Luiza)
 
A Luiza existe em meu pensamento antes mesmo de o meu pensamento pensar em gravidez. Sempre me imaginei sendo mãe, mas nunca planejei como seria que isso ocorreria: se pelos meios naturais ou por adoção. No entanto, a vida me presenteou com um companheiro maravilhoso, um ótimo pai (ele já tinha duas filhas do primeiro casamento) e a gravidez foi meio que inevitável. Inevitável porque, para mim, família é algo super importante e sério.
 
Descobri que estava grávida da Luiza em uma madrugada, quando fiz um teste de farmácia para provar ao meu marido que ele estava errado - ele achava que eu estava grávida e eu, crente nas palavras da ginecologista, achava que não teria filhos tão cedo. Depois, veio o exame de sangue, a certeza da gestação e todos os enjôos. Bem, os enjôos vieram antes, mas só depois do positivo é que me toquei o motivo de tantos mal estares e vômitos.
 
A Luiza foi planejada, embora pelas contas da Medicina só depois de um ano de tratamento ela viria ao mundo. E não é que, naquela madrugada, um ano antes, eu estava com a sementinha na barriga? Minha vida mudou desde então, mas eu não tinha noção de quantas mudanças mais viriam e, hoje, acho que mudei para melhor, me tornei mais madura, mais paciente, mais crédula, menos egoísta, mais seletiva, mais filosófica e muito, muito mais forte.
 
Pois todas as mães são leoas e, para defender a minha cria, eu, como qualquer outra, encontro forças não sei de onde. Forças para acordar cedo depois de uma noite mal dormida, levá-la para a escola, preparar o almoço, trabalhar além do horário, chegar em casa, brincar, ver filme, passear e, depois, ainda namorar um pouquinho...
 
Mais que um presente, a Luiza é a certeza de uma escolha bem feita, é a minha maior e melhor obra de arte, é a personificação da poesia, tem brilho de estrela, cabelo com cheiro de mar e o beijinho que parece uma brisa doce na face da gente. A Luiza é minha chance de nascer de novo, mas melhor!!!!
 
*Cris Gercina é jornalista, mãe de Luiza (2 anos) e madrasta de Vitória (16) e Eleonora (10)