Este mês, o Blog Filhos...Filhos? vai sortear três termômetros para banho, que servem para medir a temperatura da água da banheira. Os termômetros são da Nuk, conhecida marca de produtos infantis, e estão disponíveis nas cores vermelhor, azul e amarelo. Para participar, é simples: basta acessar o blog, acessar em comentário e contar uma experiência sua com crianças. Pode ser seu filho, irmão, vizinho, sobrinho, neto... No final do mês, sortearemos os vencedores e o resultado será divulgado no Portal, no blog e no jornal do dia seguinte. Não esqueça de colocar nome completo, sexo da criança e um telefone para contato. Participem e, agora, confiram a minha historinha:
A história da Cris* (ou como virei mãe da Luiza)
A Luiza existe em meu pensamento antes mesmo de o meu pensamento pensar em gravidez. Sempre me imaginei sendo mãe, mas nunca planejei como seria que isso ocorreria: se pelos meios naturais ou por adoção. No entanto, a vida me presenteou com um companheiro maravilhoso, um ótimo pai (ele já tinha duas filhas do primeiro casamento) e a gravidez foi meio que inevitável. Inevitável porque, para mim, família é algo super importante e sério.
Descobri que estava grávida da Luiza em uma madrugada, quando fiz um teste de farmácia para provar ao meu marido que ele estava errado - ele achava que eu estava grávida e eu, crente nas palavras da ginecologista, achava que não teria filhos tão cedo. Depois, veio o exame de sangue, a certeza da gestação e todos os enjôos. Bem, os enjôos vieram antes, mas só depois do positivo é que me toquei o motivo de tantos mal estares e vômitos.
A Luiza foi planejada, embora pelas contas da Medicina só depois de um ano de tratamento ela viria ao mundo. E não é que, naquela madrugada, um ano antes, eu estava com a sementinha na barriga? Minha vida mudou desde então, mas eu não tinha noção de quantas mudanças mais viriam e, hoje, acho que mudei para melhor, me tornei mais madura, mais paciente, mais crédula, menos egoísta, mais seletiva, mais filosófica e muito, muito mais forte.
Pois todas as mães são leoas e, para defender a minha cria, eu, como qualquer outra, encontro forças não sei de onde. Forças para acordar cedo depois de uma noite mal dormida, levá-la para a escola, preparar o almoço, trabalhar além do horário, chegar em casa, brincar, ver filme, passear e, depois, ainda namorar um pouquinho...
Mais que um presente, a Luiza é a certeza de uma escolha bem feita, é a minha maior e melhor obra de arte, é a personificação da poesia, tem brilho de estrela, cabelo com cheiro de mar e o beijinho que parece uma brisa doce na face da gente. A Luiza é minha chance de nascer de novo, mas melhor!!!!
*Cris Gercina é jornalista, mãe de Luiza (2 anos) e madrasta de Vitória (16) e Eleonora (10)