Qual a melhor balada da história do Heavy/Rock?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

 

Sem lero-lero. O Blog Overdose quer saber de você leitor: "Qual a melhor balada da história do Heavy/Rock"? Não há restrições nem para o conteúdo lírico nem quanto ao estilo do grupo. A banda pode ser de Hard Rock, Heavy Tradicional, Rock Clássico, Thrash Metal, emfim, qualquer vertente relacionada a Metal. Pop Rock Nacional e  Internacional estão fora da briga.

Coloco na seqüencia algumas composições que podem figurar como postulantes ao prêmio. (OBS: essas opções são meramente ilustrativas)

 

Scorpions - Still Loving You

 

  

Metallica - Nothing Else Matters

 

 

 

Whitesnake - Is This Love

 

 

 

Kiss - Forever

 

 

 

Bon Jovi - Always

 

 

 

Queen - Love Of My Life

 

 

"Keep Rockin´" In The Free World

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

 

 

O guitarrista araraquarense Cléber Shimu pode-se dizer que vive um grande momento em sua carreira. Considerado como uma referência quando se fala em guitarra por todo interior de São Paulo, o músico agora com o lançamento de seu debut instrumental, intitulado, Keep Rockin´ começa a ganhar notoriedade nacional.

Especializado em Guitarra Jazz/Fusion pelo Instituto de Guitarra e Tecnologia de São Paulo, o IG&T, Shimu há muito tempo preparava este álbum, gravando e compondo sempre quando tinha um intervalo em suas outras atividades, tais como participações em outras bandas e também no seu "cargo" de professor de guitarra.

Quando se fala em um Cd solo de um guitarrista, imediatamente vem à cabeça um trabalho calcado em riffs impossíveis, solos mirabolantes, emfim, que a regra principal é o virtuosismo. Felizmente em Keep Rockin, esse virtuosismo está muito bem dosado a linhas bem Hard Rock e Blues. Referências de guitarristas. Hmm, Steve Morse, Edu Ardanuy, Slash e claro, um catado de leve de Yngwie J. Malmsteen e Steve Vai.

Não sei o que  você leitor pensa, mas para mim é muito mais interessante um trabalho como este, que mostra a essência do músico, deixando de lado aquela sina de mostrar que: “Olha como eu toco rápido!!!”, afinal, por exemplo, o Major Impatcs do Steve Morse (I e II) não é bem melhor que os dois Cds de Kiko (Limão) Loureiro?.

A banda que acompanha Shimu também é muito competente e faz com que músicas como:  “The Locomotive”, “Keep Rockin”, “Hope” (ótima balada), “Fat Guy” e “Don´t Stop The Blues Now” sejam grandes destaques do álbum.

No caminho certo Shimu está, visto que e o músico consegue unir e bem competência com humildade. Que venham trabalhos melhores que esse, para que emfim seu nome fique guardado no hall dos grandes instrumentistas brasileiros.

 

 

Dados Gerais:

Faixas:

01. The Locomotive

02. Power Groove

03. Keep Rockin´

04. Scar (This Is not For Emos)

05. Hope

06. Missing Pick

07. Fat Guy

08. R.E.M

09. A Little blues

10. Don´t Stop The Blues Now

 

2008- No Meu Canto Music - 37 minutos

 

Formação Base:

 

Cléber Shimu - Guitarra

Cléber Fogaça , Sidnei Ferreira e Daniel Matos - Baixo

Daniel Cestari - Bateria

Mais alguns músicos convidados na gaita, guita Slide e percussão

 

 

Para ler a matéria de lançamento do álbum de Shimu no caderno de Cultura da Tribuna Impressa, clique aqui

Para ouvir algumas músicas de Keep Rockin´, clique aqui
 

A Vida de um Headbanger (Capítulo II)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Primeiramente peço desculpas à todos aqueles que freqüentam este Blog, pelo intervalo de mais de uma semana sem postagem. Estava realmente com o horário apertado, graças principalmente a finalização do meu TCC (trabalho de conclusão de curso) do curso de Jornalismo do Centro Universitário de Araraquara. Agora, que ele já foi entregue (vamos ver se dá certo), voltarei a me dedicar mais efetivamente a esse espaço, que vem recebendo ótimas críticas de leitores do Brasil todo. Para esta retomada às atividades, nosso colunista especial, Wellington Martinelli, nos apresenta sua segunda crônica. Boa leitura à todos!

 

 

A vida de um Headbanger (Capítulo II)

 

por Wellington Augusto Martinelli

Conforme havia prometido, eis que retorno a este espaço para contar como foi o primeiro show “grande” que presenciei.  Digamos que esta apresentação foi à significativa para que eu adotasse realmente esta vida tão “difícil”, a vida de “metaleiro”.

 

O primeiro Show


Mas digamos que essa “empreitada” não era simplesmente ir a um show de Heavy Metal, mas sim viver tudo o que engloba esse momento mágico na vida de todo amante da boa música. Só que claro, o fato de ainda ser dependente dos pais ou familiares era um problema, afinal tudo dependia deles, desde permissão até pagamento do ingresso (ou boa parte dele).

Emfim, show escolhido, pedido feito aos pais, sermão escutado, tarefas feitas pra compensar o que foi gasto com o ingresso. Ufa! Lá estava eu, em dúvida de qual camiseta usar, o que falar, como se portar, o que beber e tantas outras questões que só a mente de um adolescente pode suportar.

Era chegada a hora de partir, colocar a mente e alma a mercê  de riffs e batidas  e entrar totalmente no clima, algo como uma possessão demoníaca (ops!), mas que faz tão bem que depois não queremos deixar esta sensação ir embora. O show que escolhi não era de nenhuma banda gringa não, mas sim uma ótima banda de Covers, que tocaria em uma cidade próxima a minha. Eu e meu primo (Lembra dele? Do primeiro texto) decidimos que este seria meu “Batismo de Fogo”.

O que senti naquele momento que antecedeu a entrada da banda principal, foi único e com certeza guardarei para sempre em minha memória. Mesmo os fatores negativos não conseguiram estragar tal momento. Exemplos? Vamos lá:  Os famosos seguranças, cujo adjetivo truculento é pouco e os olhares nada agradáveis de alguns radicais (que se dizem “true”, mas que no fundo não tem o metal no sangue como nós). Claro, eles estavam certos, afinal, onde já se viu um garotinho com camiseta do Iron Maiden, não ter cabelos compridos ou tatuagens...Pura bobagem!

O verdadeiro sentido da palavra “true” foi ouvir “Cabeça Metal”, “Delírio Estelar” do saudoso Salário Mínimo, além de outras canções, que foram cantadas por todos. Independente da cor, da origem, ter ou não cabelos compridos ou tatuagens, não tiravam aquele sentimento de irmandade. Já diz a clássica canção do Manowar: “Brothers Of Metal”.

 Pode parecer piegas contar isso, mas é com lagrimas que me lembro de cada show que fui, pois todos tiveram distintas importâncias na minha vida. Isso é uma coisa que levarei comigo até o tumulo, ou até depois dele...quem sabe!

Abraços a todos e até a próxima semana !!! Forever Heavy!

 

"A Vida de um Headbanger" (Capítulo I)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O Blog Overdose, a partir deste post, contara com textos do colunista especial Wellington Augusto Martinelli. Residente em Piracicaba/SP,  é  um amante do Heavy Metal e crítico especializado. Já escreveu em vários sites da rede como: Metal Attack, Novo Metal e Metal Vox. Também foi efetivo colaborador da extinta revista Rock-Hard Valhalla. No Overdose, assinará a coluna "A vida de um Headbanger", onde contará algumas de suas aventuras pessoais e situações inusitadas, que com certeza, também são de muitos que gostam e frequentam este blog.
 

 


 

 

A vida de um Headbanger (Capítulo I)
 

Por Wellington Augusto Martinelli


Tudo nessa vida é difícil, mas acredito que para um headbanger parece que as dificuldades dobram, afinal o preconceito, pensamentos errôneos e além de muitas outras situações nos mostram que ser um “metaleiro” não é uma das coisas mais simples desse mundo. Mas como tudo na vida tem seu lado bom, é sobre esses aspectos que vou comentar aqui nesse espaço.

Primórdios

O ano era 1991, eu tinha 12 anos, e já procurava me aprofundar em alguns assuntos. Claro, além das já conhecidas brincadeiras de rua, o futebol era uma grande alegria ( inclui-se o grandioso Palesta Itália). Bom,  eis então que um cidadão de nome Rafael aparece com alguns vinis, que em um  primeiro momento me chamou a atenção pelas capas. Havia ali, só para citar alguns, álbuns do Iron Maiden, Scorpions, Accept e Judas Priest. Essa pessoa, que me apresentou os discos, na verdade era meu primo. Na época, só ouvia na TV, comentários ruins sobre essas bandas e sobre o som especificamente. Afirmações como: “Coisa do Diabo”, ou “Som de Vagabundo”, eram as mais freqüentes.

Mas como todo jovem gosta de barulho, não fiquei pra trás.  Ao ouvir Iron Maiden pela primeira vez, senti como se alguém tivesse injetado uma dose gigantesca de adrenalina em mim, pois as guitarras entraram na minha mente como um raio, e  de lá, nunca mais saíram.

O tempo estava passando, via cada vez mais cabelos brancos em minha avó, e mais gravações em K7 chegando a minhas mãos. Senti então que  estava na hora de passar para próximo nível: o primeiro show. Mas assim que achamos (eu e meu primo) um famoso flyer que indicava 4 bandas de cidades diferentes que iriam se apresentar num barzinho (entenda-se buteco mesmo), surgiu um outro problema: Como um garoto sairia de casa num sábado a noite pra ir num show de rock com apenas 12 anos? Isso naquela época era inviável.

Mas como o meu anjo da guarda (ou diabinho) estava por perto resolvemos ir até o show, até então tudo caminhava bem. Chegando ao local, começam os problemas. Inicialmente as famosas perguntas pra entrar: “Qual a idade?”, “Veio com quem?” e outra que muitos de nós conhecemos bem. Depois desse impasse sanado, lá estávamos nós em frente à primeira bateria em um show de rock.

A emoção de sentir riffs na sua cara, de perceber tudo rodando a cada vez que balançava a cabeça era uma coisa indescritível, sentimento que perdura até hoje, isso, claro  somente para aqueles vão sempre a  shows conseguem explicar.Resumindo, nascia ali, naquele momento, um “headbanger”, um “metaleiro”, ou seja lá qual denominação. Somente sei dizer que ficou gravado no peito essa emoção.

Abraços e até a próxima, quando contarei como foi o primeiro show “grande”.