Pirataria em Araraquara - Reportagem especial
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Acabei de chegar da rua, onde gravei uma reportagem sobre pirataria. Nosso roteirista, o Roberto Coutinho, fez com que ficasse bem visível os dois lados desse mercado dos CD's e DVD's.
O mais difícil da matéria foi encontrar em Araraquara alguém que vendesse esses produtos "na cara dura". Passado um bom tempo, o cinegrafista Cayo Ferreira e eu encontramos uma mulher com uma bolsa na mão. Uma pequena mala de viagem. Ela estava sentada na porta de uma grande loja de móveis na rua mais movimentada da cidade. Discretamente, para quem passava, Elisângela (nome fictício), tirava um, dois ou até três envelopes plásticos com filmes pirateados.
Tudo tinha que ser muito discreto. Afinal, o policiamento ostensivo está nas ruas e, a cada momento, uma viatura passava pelo boulevard tomado pelos populares. Quando ela ficou sozinha nos aproximamos. Não poderíamos assustá-la com o equipamento de filmagem, caso contrário, metade da pauta furaria de imediato.
O primeiro contato não foi dos melhores. Arredia, tentou disfarçadamente esconder os DVD's que portava entre a parede da loja e calçada. Me apresentei e disse que gostaria de conversar. Como diria Caco Barcellos, a entrevista pode até ser fácil, mas a reportagem é difícil.
Quase como um psicólogo tentei com que ela se abrisse e mostrasse a sua realidade. Claro que a ideia dela não é alimentar o crime ou o contrabando, mas sim viver dignamente de seu trabalho. De modo algum ela olhava para a câmera, mesmo estando desligada.
Foram quase 10 minutos de conversa, até que que consegui com que ela se abrisse mais e contasse o motivo de estar ali. Daí, sugeri que fizesse isso gravando, mesmo que não aparecesse. Ela topou. O resultado da entrevista e a matéria completa você confere no programa K Entre Nós deste sábado, ao meio-dia com reprises no domingo, 21h e na segunda-feira às 8h. O vídeo também estará disponível aqui, caso você não seja assinante da NET.