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Crítica: X-MEN ORIGENS: WOLVERINE

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Duelo de titãs: Dente de Sabre x Wolverine

 

Estréia hoje, 30 de abril de 2009, o considerado um dos filmes mais esperados do ano voltado à linha HQ: X-MEN ORIGENS: WOLVERINE.
 
Infelizmente, as garras de Wolverine já se mostravam não ser de adamantium, pois começaram a enferrujar logo no início da produção. O primeiro motivo: o roteiro de David Benioff, a Fox julgava apresentar falhas e levou a reformulações com Skip Woods, o que mais tarde acarretou em novas cenas, refilmagens e aumento de custo na produção. Em seguida, novas corrosões nas garras: os desentendimentos entre o diretor Gavin Hood e os produtores da Fox, motivo esse sobre o tom da história e as seqüências de ação. Para completar a degradação da garra, um mês antes da estréia cai na rede o filme em versão inacabada de pós-produção, ou seja, tudo o que seria de uma franquia de sucesso, através da já comprovada trilogia X-MEN, já demonstra revolta, medo e preocupação com a estréia e a possibilidade de nova seqüência.
 
Set da produção: Gavin Hood dirige "o lenhador" JackmanPara tentar resolver o principal problema, que é o vazamento do filme na rede, os produtores anunciaram na imprensa que o filme conteria cenas adicionais e novos efeitos, mas a principal “garra” vendida são as cenas alternativas após os créditos finais do filme. Segundo o diretor Gavin, existem algumas cópias que apresentam distintas cenas alternativas, divididas entre as cidades e salas de exibição; a intenção é que os fãs vão aos cinemas a fim de superar a crise imposta pela cópia que caiu na rede.
 
A cena que consta no filme lançado na rede é uma seqüência em que Wolverine se encontra no Japão; essa mesma seqüência foi a que a Folha conferiu na exibição à imprensa. Resta saber qual cópia estará na cidade. (Espero que seja realmente uma distinta, se é que realmente existem cópias com cenas distintas).
 
Poster Francês: originalA princípio, quando vi que Gavin Hood, diretor do excelente Infância Roubada (2005), vencedor do Oscar de filme estrangeiro, iria dirigir a primeira franquia de X-MEN ORIGENS, achei interessante, pois é um diretor inovador, talentoso e independente, o que cria sua marca de registro no filme; porém ao mesmo tempo, fiquei extremamente preocupado, pois em filmes voltados à linha comercial, quem dá o ultimato da edição final e decisões importantes da produção são os produtores. Como é o primeiro filme hollywoodiano do diretor, pensei logo de cara que o filme poderia enfrentar problemas.
 
O mais importante seria a narrativa e a visão que o diretor iria impor ao filme, pois é uma grande dificuldade adotar uma linguagem própria de algo já estabelecido, é um risco que pode dar certo, como Batman Begeins, de Christopher Nolan, que lhe rendeu a continuação com Cavaleiro das Trevas e que, por sinal, já obteve o sinal verde para a terceira continuação.
 
Assim como Tim Burton, que criou a primeira visão do Homem Morcego, Bryan Singer fez sucesso com X-Men, e lembro o quanto eu e meus amigos conversávamos sobre existir um filme apenas com o personagem Wolverine.
 
Foto: heróis e vilõesO que mais me incomoda em alguns filmes produzidos baseados em HQ, ainda mais eu que sou leitor de histórias em quadrinhos e chato por ser perfeccionista demais, são as diferenças impostas pelo mercado em não adotar a violência abordada nas HQ´s, transformando aquele personagem que adota medidas violentas e linguajar adulto em um “bunda-mole” e maricas que mais apanha do que realmente se é na criação. Isso digo, fora a não utilização de sangue, pancadaria e etc..., claro, pois o filme é voltado ao
mercado cinematográfico estabelecido a fins financeiros, visando jovens, adolescentes e adultos.
 
Foto: Hugh Jackman como WolverineAs mulheres que me perdoem (principalmente as do jornal, que deliraram com a capa do Tô ligado), mas tudo que tenho a dizer sobre o personagem título do filme são as características apontadas acima. O Wolverine de Gavin Hood consegue ser pior que o de Bryan Singer, que já não era aquelas coisas, mas desta vez confesso que está mais com sede de vingança e os nervos à flor0-da-pele, porém o resultado é decepcionante.
 
Assisti a todos os filmes da franquia X-MEN, e de todos X-MEN ORIGENS: WOLVERINE é realmente o pior.
 
O filme é dividido em duas seqüências: a primeira a infância do personagem, a segunda já voltada a sua origem. A passagem de uma a outra é tão rápida que se sair da sala para pegar um refrigerante, perderá a seqüência.
 
Na segunda seqüência, sua origem à Arma-x, Wolverine é apresentado a novos personagens da Marvel, uma seqüência pobre e por sinal bizarra de apresentação, parece mais com aqueles filmes a lá Mortal Kombat e Street fighter, isso fora a seqüência ridícula quando os membros da equipe revelam suas habilidades, o general adota uma missão em que evoca membro por membro da equipe a fim de revelar seus poderes aniquilando uma quadrilha de traficantes. Mas isso não é tudo, acredito que o pior sejam as próprias cenas de batalha entre os personagens. Personagens tão memoráveis e importantes como Gambit viram utensílio descartáveis sendo pouco explorados.
 
Logan: irado!A fim de tentar amarrar o filme, a franquia adotou uma seqüência com o aparecimento repentino do professor Xavier, quando resgata alguns refugiados mutantes, incluindo um Cyclops criança totalmente desproporcional à idade, que remete aos filmes anteriores.
 
Apesar de ter achado um filme péssimo de roteiro e ruim de produção, acho que vale a pena conferir apenas com um propósito: a comprovação da pobre construção dos personagens em comparação aos originais as HQ´s.
 
Ilustração X-MEN legends: Magneto Espero que realmente a franquia de X-MEN ORIGENS mude. O próximo filme seria a origem de Magneto, porém a produtora Laurenn Donner declarou que dependerá muito do resultado de WOLVERINE. E isso já está ameaçado, pois os críticos, assim como eu, também não gostaram. Uma pena, pois acho que a origem de MAGNETO traz uma das histórias mais incríveis de todos os personagens:
 
 
Antes de se tornar o vilão Magneto, inimigo dos X-Men, Erik Lehnsherr foi levado a um campo de concentração pelos nazistas e viu sua família ser assassinada. Foi quando ele descobriu sua habilidade de manipular o magnetismo”.
 
 
No entanto, a esperança que resta são as bilheterias de todo mundo com Wolverine. Espero que, diferente dessas garras de alumínio ao qual faz do filme, MAGNETO adote sua vingança e manipule os produtores a fazerem um filme justo a sua origem.
 
 
 
 
 
Abraço e até breve!

 

 

 

"The Imaginarium Of Dr. Parnassus"

terça-feira, 28 de abril de 2009

Heath Ledger (no último papel) interpretando Tony em "The Imaginarium of Dr, Parnassus"

 

Dr. Parnassus é um imortal contador de histórias que viaja pelo mundo com seus companheiros, em uma espécie de teatro itinerante, e sofre pelo fato de o mundo não precisar mais de seus contos”.

 

 

Imagem do filme: contos no teatro

 

 

Esta é a história de “The Imaginarium Of Dr. Parnassus”, o último filme de Heath Ledger (morto em 22 de janeiro de 2008 vítima de overdose de medicamentos). Foi justamente este motivo no qual prejudicou a produção do visionário diretor Terry Gilliam (Brazil – O Filme; Os 12 Macacos).

 
A produção havia se iniciado no final de 2007, com a morte de Ledger, que já havia feito metade do longa, veio a notícia da suspensão da produção, por um tempo não definido.
 
Terry Gilliam já havia sofrido para conseguir o financiamento e foi com a entrada de Ledger no projeto que o ajudou a conseguir o aval dos produtores para realizar a produção.
 
No entanto a produção foi suspensa com a seguinte pergunta: as cenas rodadas com Ledger serão perdidas? A pergunta permaneceu até analisarem a última seqüência filmada com o ator.
 
 
 
(fotos das últimas cenas gravadas por Heath Ledger)
 
 
 
        Ledger (Tony) em uma de suas últimas cenas.Ledger (Tony) em uma de suas últimas cenas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
A resposta veio em alguns dias depois, na seqüência, o personagem de Ledger atravessa um espelho mágico, a partir daí, ele passaria a ser interpretado por outro ator. Sendo assim, as cenas feitas por Ledger não serão comprometidas.
 
Poucos meses depois, a produção volta em ação, mas com uma novidade: Terry Gilliam adotou a idéia de outros atores interpretarem o mesmo personagem vivido por Ledger (Tony), os escolhidos são: Johnny Depp, Jode Law e Colin Ferrel.
 
Os produtores falaram a respeito: "Como o formato da história permite a preservação completa de sua performance, em nenhum ponto o trabalho de Heath será modificado ou alterado pelo uso de tecnologia digital. Cada um dos papéis interpretados por Johnny Depp, Colin Farrell e Jude Law é representativo dos muitos aspectos do personagem que Heath estava vivendo". O diretor ficou muito grato: "Estou agradecido a Johnny, Colin e Jude por terem vindo a bordo, e a todos os demais que tornaram possível completar este filme".
 
No roteiro, Gilliam divide o trabalho com Charles Mckeown, o mesmo com quem fez Brazil - O Filme. O site Scribd disponibilizou o roteiro do filme, para salvá-lo, basta se cadastrar no site, aos interessados, leia o roteiro original (em inglês) logo a baixo:
 
 
Roteiro Original de "The Imaginarium of Dr. Parnassus":
 
 

The Imaginarium of Dr. Parnassus (Heath Ledger's Final Performance) -Screenplay The Imaginarium of Dr. Parnassus (Heath Ledger's Final Performance) -Screenplay Fdaniele Rough draft of script to Heath Ledger's final performance.

 

 

 

 
 
 
O longa é um dos mais esperados do ano, e terá sua primeira exibição na Itália em 4 de setembro de 2009. Ainda não se sabe quando estreará no Brasil, mas pode-se conferir uma prévia do filme abaixo:
 
 
 
 
 

 

 

 

 

Abraço e até breve!

 

 

 
 

"The Girlfriend Experience"

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Steven Soderbergh sempre foi um diretor inovador e cheio de surpresas; desde seu filme de estréia, “Sexo, Mentiras e Vídeotape (1989)”, já politizava com sua narrativa, levando uma indicação ao Oscar de melhor roteiro e o prêmio de melhor filme no festival Cannes.

 
Dentre sua carreira com cerca de 20 filmes, além de séries de TV e videoclipes, o diretor novamente inova com mais uma idéia original em “The Girlfriend Experience (2009)”.
 
 
Foto do filme: Chelsea pensativa
 
 
A história é sobre Chelsea, uma prostituta de luxo que oferece a seus clientes além de sexo, sua companhia para apoio e conversas. A bela acredita que sua vida está sob total controle já que é a própria responsável por seu trabalho. Sua vida se divide entre seu preço de US$ 2 mil a hora e seu dedicado namorado, que aceita seu estilo de vida. Mas quando o trabalho envolve conhecer pessoas, nunca se sabe quem se pode conhecer.
 
Para interpretar Chelsea, Soderbergh buscou ninguém menos que uma conceituada atriz de filmes pornôs; o nome dela: Sasha Grey.
 
Sasha é muito conhecida em seu meio artístico, não somente por ser linda e ter um corpo desejado, tão pouco pela pouca idade (21 anos), mas sim por ser uma atriz jovem vencedora de 6 prêmios, sendo o último no AVN Awards (Oscar do cinema pornô), com o seu (Babysitters), vencedora na categoria de melhor cena de sexo oral.
 
O motivo de ser a escolhida para o papel de Chelsea? Muito simples: devido às suas experiências, há uma confortibilidade perante as cenas de nudez e sexo, como conta o próprio diretor em uma entrevista exclusiva ao site da MTV:
 
"Tem uma cena na qual ela está assistindo um homem se despir. Ela também está quase sem roupa e sua expressão facial está fantástica. Não sei como descrever, ela está totalmente confortável e tem o controle de tudo. E você pode ver isso através do seu rosto. É sensacional".
 
O diretor garantiu que a atuação de Sasha irá impressionar: "Não considero ela uma amadora, mas a idéia é trabalhar com pessoas que não aprenderam nada sobre atuação. Ela não é treinada e é isso que procuramos. Grey vai surpreender a todos, está ótima no filme".
 
Soderbergh falou ainda sobre como surgiu a idéia para o filme: "Estava trabalhando com Brian Koppelman e David Levien (roteiristas do filme) em um bar, vi uma mulher do outro lado e alguma coisa não estava encaixando. Seu jeito, o fato de estar sozinha, tinha alguma coisa que seus olhos denunciavam. O que acontecia ali? Koppelman e Levien logo disseram ´GFE´, e perguntei o que era isso. E eles me explicaram 'o girlfriend experience' e todo esse mundo de acompanhantes de alto nível, que não é algo sexual. É quase um relacionamento falso. Você sai para jantar e conversa com a pessoa e se alguém visse iria achar que se tratava de uma cena de namorados reais. Fiquei muito intrigado com isso e logo criamos uma história, que acompanha uma semana na vida de alguém que faz isso".
 
O filme foi muito bem recebido no Festival de Sundance 2009 e estréia no próximo mês nos Estados Unidos; enquanto não tem nem previsão de estréia no Brasil, pode-se ver o trailer do filme abaixo:

 

 

 

 

 

Abraço e até breve!

 

 

 

"MOON (2009)"

quinta-feira, 16 de abril de 2009

 “Um astronauta, (Sam Bell), passa seus últimos 3 anos isolado do mundo...

 
 
 
foto do filme: Moon
 
 
 
 
... seu trabalho, pesquisar sobre o precioso gás Hélio 3, importante para inverter a crise energética da terra...

 

 

foto do filme: Sam trabalha na base lunar

 

 

... seu único afeto são as conversas com a esposa e filha...

 

 

                                                      ...sua esperança, o chamado a um retorno a terra...
 
 
 
 
 
... o que era um trabalho importante que passou a ter uma vida rotineira, transformou seu desejo em realidade...

 

 

foto do filme: Sam Bell

 

 

 ... em duas semanas, Sam Bell deixará a Lua e retornará a terra...

 

 

                                                                                    
                                  ...porém uma descoberta mudará o sentido das coisas...

 

 

... a Lua revela algo sobrenatural...

 

 

                                                      ... Sam encontra a sí mesmo”.
 
 
 
 
foto do filme: Sam encontra sí mesmo
 
 
 
Essa é a história de “MOON“, o filme do estreante Duncan Jones, que assume a história original e divide o roteiro com o também estreante Nathan Parker.
 
No elenco encontram-se: Sam Rockwell (Sam Bell), Kevin Spacey (Voz Robô), Kaya Scodelario (Eva Bell), Dominique McElligott (Tess Bell) e Robin Chalk (Sam).
 
Moon, é um filme de ficção científica voltado ao tom psicológico, muito semelhante com a inovação que o diretor russo Tarkovsky criou com seu fantástico “Solyaris (1972)”.
  
O diretor Steven Soderbergh no ano de 2002, lançou a re-leitura de Solaris, de Tarkovsky, porém não obteve sucesso nem de público nem de crítica.
 
Ao assistir o trailer de Moon, me veio a mesma atmosfera de quando havia visto Solaris pela primeira vez: “inteligente, criativo e inovador”.
 
Faremos a prova no final de 2009, após ser lançado nos EUA agora em abril no Festival de San Francisco.
 
Enquanto o filme não chega por aqui, vejam o trailer de Moon abaixo: (dica: assista o trailer, clicando em Play Now e em Widescreen para melhor visualização)
 
 
 
 

 

 

 

Abraços e até breve!

 

 

 

"Antichrist" de Lars Von Trier

terça-feira, 14 de abril de 2009

foto do filme: Antichrist

 

“Com a perda do filho,um jovem casal parte em retiro a cabana “Eden” em uma floresta isolada. Afim de recuperar o casamento a natureza sombria da dor que sofrem consomem seus corpos”.
 
Essa é a prévia de “Antichrist (2009)”, o novo filme do cultuado diretor dinamarquês Lars Von Trier (Dançando no Escuro;Dogville).
 
As filmagens se iniciaram no final de 2007, quando o diretor se recuperou de uma grave
depressão por onde ficou internado durante alguns meses em recuperação.
 
O filme obteve o orçamento de 11 milhões de dólares e as filmagens foram feitas na Alemanha.
 
Quem interpreta o casal é Willem Dafoe (Homem Aranha) e Charlotte Gainsbourg (Eu Não Estou Lá), o filme esta em fase de pós-produção, e já tem data marcada para a prévia em 29 de Maio de 2009 na Dinamarca.
 
Assim como seus trabalhos inovadores, memorável projeto Dogma 95 com seu (Os Idiotas), Lars Von Trier sempre foi adepto à provocações e temas polêmicos, assim como narrativas voltadas a críticas sociais e a valorização da moral, vide a trilogia que se formará com Wasington, o novo capítulo no pós Dogville e Manderlay.
 
Com seu novo filme Antichrist, o diretor inova com um terror psicológico voltado ao pressuposto de que foi Satanás quem criou o mundo e não Deus.
 
Em primeira mão, o blog Mise-en-Scène mostra o trailer de “Antichrist” abaixo:

 

 


Lars von Trier's Antichrist - Official Trailer from Zentropa on Vimeo.

 

 

Abraços e Até Breve!