Adriana Peixoto

sexta-feira, 3 de julho de 2009

 

Capa do Álbum - Foto Marcelo Cabral            Dona de uma voz poderosa e uma espontaneidade que marca sua inspiração, a carioca, que hoje mora em São Paulo, Adriana Peixoto, contou em um bate-papo por telefone, um pouco de seu trabalho e como foi gravar o primeiro disco. Mostrando extrema simpatia, a conversa seguiu em um ritmo gostoso, o qual me fez querer conhecer ainda mais seu trabalho.

A cantora veio de uma família de músicos importantes, filha do pistonista Araken Peixoto, sobrinha do maestro Moacyr Peixoto e do cantor Cauby Peixoto, sobrinha-neta do pianista Nonô, que acompanhou Noel Rosa e Carmem Miranda e prima de Ciro Monteiro e Dalmo Medeiros, componentes do MPB4.

            Dentro deste universo, ela cresceu respirando música, enquanto outras crianças costumavam ganhar bonecas ou brinquedos de aniversário, Adriana conta que seus presentes na maioria das vezes eram instrumentos musicais. “Aos quatro anos recebi um tecladinho, o qual já me ajudou a ir percebendo o som, depois disso fui ganhando outros instrumentos, mas foi no microfone que eu me encontrei”, comenta.

            Aos 17 anos, começou a cantar na noite. Com uma presença de palco forte, o que também reflete em seus arranjos e uma voz contagiante, Adriana tem sido por diversas vezes comparada com Elis Regina, e diz gostar, de certa forma, dessas comparações, já que é fã da cantora. “Eu sempre ouvi muito Elis e ela sempre foi uma referência muito forte para mim”.

            Adriana, que além de cantora também compõe, mostra seu primeiro trabalho, o qual leva seu nome e está sendo lançado pelo selo independente Studium Brasil, trazendo 10 faixas focadas na MPB. No álbum, ela interpreta grandes nomes da composição brasileira, como Paulo César Pinheiro, Danilo Caymmi, Dalmo Medeiros, Aldir Blanc, entre outros. “Ainda não é o momento de mostrar meu trabalho como compositora, esse primeiro trabalho preferi fazer mais como intérprete”, disse.

Adriana Peixoto - Foto: Nirley Sena            O álbum não poderia deixar Cauby Peixoto de fora e traz uma participação especial do cantor com a sobrinha em “Altos e Baixos”, de Sueli Costa e Aldir Blanc.

            A assinatura dos arranjos fica por conta do pianista cubano Yaniel Matos, que mistura o swing cubano e brasileiro de maneira belíssima, mesmo em faixas já carimbadas por outros intérpretes, como “Na batucada da vida”, de Ari Barroso e Luis Peixoto e “Saudosa Maloca”, de Adoniran Barbosa.

            Quando perguntei a Adriana se pelo fato dela compor e tocar, ela costuma influenciar nos arranjos ou “palpitar” de alguma maneira os músicos, ela diz que não, que gosta de trabalhar de maneira bem solta, que na maioria das vezes os arranjos vão surgindo com naturalidade. “Às vezes, Sizão [o baixista Sizão Machado] pega o baixo, sai tocando, eu vou seguindo e a banda vai junto, é muito de momento”. E a cantora, filha de jazzista, completa dizendo: “Eu sou improviso, sou emoção”.

            E é isso que eu pude perceber no trabalho dela. Dada a dica, vale a pena conferir.

            Segue os links para quem quiser conhecer mais sobre seu trabalho.

            Site Oficial - www.adrianapeixoto.com.br

MYSpace - www.myspace.com/adrianapeixoto

 

                

Novo álbum dos Mutantes

quarta-feira, 24 de junho de 2009

 

 

 

Sérgio Dias - Guitarrista do Mutantes             Após 35 anos sem músicas inéditas, os Mutantes lançam mais um álbum.

            A banda, que está mais mutante do que nunca, está em nova formação, após a saída de Arnaldo Baptista e a última formação com Zélia Duncan agora conta com Sérgio Dias e Dinho Leme da antiga formação e ainda com a participação de Tom Zé, que, segundo Sérgio Dias é um semimutante e sempre colaborou com o grupo.

            Acredito que o trabalho será bem diferente dos anteriores com a ausência de Arnaldo, que já está preparando seu CD solo também com inéditas, mesmo assim eles garantem que o espírito da banda de buscar inovação e espontaneidade no rock continua.

            O álbum intitulado “Haih” será lançado pela gravadora Anti-Records nos Estados Unidos, já que não conseguiram acordo com nenhuma gravadora aqui (triste, né?) e será lançado dia 8 de setembro, sem data para o lançamento no Brasil (mais triste ainda).

            A banda de maior importância no rock nacional (na minha opinião) merecia uma atenção maior em seu país, mesmo com a mutação na formação.

 

Vale a sexta

quinta-feira, 18 de junho de 2009

 

            Começa amanhã às 22h30 a Mostra de Música Instrumental no SESC Araraquara.

            Música é a arte de envolver através do som. Independente de ser cantada, possuir letra ou não, a música, quando sincera, contagia quem houve. Muitas vezes o virtuosismo dos músicos de mostras instrumentais parece agradar apenas quem realmente toca ou estuda algum instrumento musical. Quando moleque eu costumava ir a esses shows e vibrava ao ver a independência que eles tinham sobre a música e a quantidade de notas que era possível tocar em harmonias complexas. Hoje em dia continuo com essa mesma empolgação mas ao mesmo tempo a curtição é outra, há mais uma percepção de ´feeling´ de quem está tocando. E acho que é isso que tem feito aumentar o público neste tipo de show.

As outras mostras trazidas pelo SESC tiveram músicos de primeira linha que expressavam música sem querer mostrar serviço, tocavam por gosto e agradavam ao público em geral, independente de terem alguma ligação com a música ou não.

            Nesta sexta, Arismar do Espírito Santo vem mais uma vez à Araraquara para quebrar tudo. O multi-instrumentista já foi considerado um dos melhores guitarristas pela Guitar Player além do domínio e fluência no contrabaixo, bateria , piano e violão. Ele se apresentará muito bem acompanhado ao lado de Vinícius Dorin, no saxofone e flauta, Alex Buck na bateria e percussão e Thiago Espírito Santo, filho de Arismar com a grande pianista Silvia Góes no contrabaixo e guitarra.

            O quinteto receberá ainda a presença do saxofonista e clarinetista Nailor Azevedo, o Proveta, que tem em seu currículo a Banda Mantiqueira, uma das mais respeitadas bandas instrumentais, Da qual Proveta foi criador.

            Sem dúvida, estarei por lá. Vale a sexta!

Rush Retrospective III

quinta-feira, 28 de maio de 2009

 

“Rush Retrospective III”          Para quem gosta do abuso de técnicas e do imenso número de notas por segundo dos canadenses virtuosos do Rush, chega às lojas sua mais nova coletânea. “Rush Retrospective III” reúne o trabalho do grupo dos últimos 20 anos, período em que o trio se dedicou mais ao hard-rock. A retrospectiva passa por álbuns antológicos como “Presto” (1989), “Roll the Bones” (1991), “Counterparts” (1993), “Test For Echo” (1996), “Vapor Trails” (2002) e Snakes & Arrows” (2007).

            O trabalho pode ser encontrado em dois formatos: CD individual ou o duplo (CD junto com DVD), este último conta com dez vídeos do grupo, como “The Pass”, “Roll the Bones”, “Stick it Out”, além de um vídeo ao vivo em Frankfurt, na Alemanha, durante a turnê de 2004 com direito a entrevista e uma performance de “The Seeker” do The Who da turnê do 30º aniversário.

            O CD com o DVD custará em torno de R$ 59,90, salgado para muitos bolsos, mas para quem é fã da banda, vale a pena.

Abraços, até a próxima!

Documentário azul e branco com 1h30min de extras

quarta-feira, 27 de maio de 2009

 

            A versão lançada em DVD do documentário sobre a Velha Guarda da Portela, “O Mistério do Samba”, chega com uma hora e meia de extras.

            O documentário lançado em 2008, com a direção de Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor mostra o cotidiano e a história da Velha Guarda com a ajuda de um trabalho de pesquisa que Marisa Monte (também produtora do documentário) desenvolveu recuperando composições das décadas de 1940 e 1950, até então não gravadas.

Na versão lançada em DVD, os extras contam com o making of das cenas e uma conversa onde os documentaristas explicam suas intenções com o filme, o qual havia recebido críticas na época do lançamento pela falta de atenção com a forma do documentário.

As diretoras falam também da dificuldade de sintetizar 10 anos de gravação em 1h30min. Os extras também contam com músicas adicionais, destaque para “Volta”, samba inédito de Manacéa encontrado pela cantora Marisa Monte quando visitou a casa da viúva do sambista em meio a letras manuscritas e fitas cassete.

            Segue abaixo a cena em que Marisa Monte canta “Volta”. Até a próxima! Abraços!