“Não Vou Pro Céu, Mas Já Não Vivo No Chão!”

sábado, 18 de julho de 2009

 

Capa do novo álbum de João BoscoJoão Bosco lança novo álbum e retoma parceria com Aldir Blanc. Ele diz nunca ter acreditado em um rompimento completo com Aldir, não que já pensasse em uma volta nas parcerias musicais, mas sempre acreditou que uma cervejinha entre amigos poderia acontecer. Parece que a cervejinha rendeu mais algumas parcerias musicais. "Sentamos, um em frente ao outro, como se tivéssemos dado uma paradinha ontem. Rolou o mesmo jeito de quase adivinhar o que o outro está pensando", comenta Aldir Blanc.

            Foi com Aldir Blanc que João compôs grandes clássicos de sua carreira. Apesar da parceria de Aldir Blanc com Guinga ter resultado em canções belíssimas, a com João Bosco sempre me pareceu mais natural. Aldir consegue costurar sua intelectualidade com uma comicidade em suas letras de uma maneira muito natural (diferente do que acontece com muitas composições atuais de músicos que tentam fazer o mesmo), o que acaba casando muito bem com a mão direita “quebrada” de João Bosco no violão e seus batuques no canto.

            Esse violão característico de João Bosco, com muito batuque e ritmo, continua, mas o novo álbum também traz um violão mais melódico em vários momentos. "Nos discos anteriores havia uma preocupação com a síncope, com o batuque, com a extroversão. Acho que aqui esse violão chama pra si um certo refinamento, uma certa sofisticação que não teria, até mesmo em função das canções", diz Bosco.

            Sete das treze músicas do disco tem só voz e violão. (Na minha opinião é a melhor maneira de ouvir João Bosco apesar de estar sempre acompanhado de grandes músicos e arranjos).

            Mas as parcerias no disco vão além de Aldir Blanc; Francisco Bosco, filho de João e Carlos Rennó também participam.

            Em setembro, Bosco inicia a turnê nacional para mostrar as novas canções. Antes vai à Alemanha tocar com a NDR Bigband, de jazz, que acaba de lançar um CD com 3 temas de Tom Jobim e 16 de João Bosco, que também participou do disco.

 

Para quem é do rock

quinta-feira, 16 de julho de 2009

 

 

            Para quem está em São Paulo e é do rock, nada melhor do que ver o show de dois dos maiores nomes do rock´n´roll. Jerry Lee Lewis toca no dia 18 de setembro no Credicard Hall e Chuck Berry toca no dia 19 de agosto no Via Funchal.

            Os dois músicos fazem parte da criação do rock. Jerry, hoje com 74 anos, influenciou muita gente com seu comportamento agressivo (rock´n´roll) e Chuck, hoje com 83 anos, incentivou milhares de jovens da época a comprarem suas guitarras.

            Aprecio jazz, samba, música caipira e vários outros gêneros; quem acompanha o blog pode perceber a diversidade. Música é música, e quem é do rock (me incluo nessa também), não perde essa veia do rock nunca; prova disso são esses dois “senhores” que estarão em São Paulo mostrando um pouco do vigor rock´n´roll.

            ... aproveitando a postagem...

            AC/DC estará no Brasil no final do ano para show (mais um evento imperdivel).

            Não lembro de ter visto uma boa banda de rock que me chamasse a atenção nesses últimos anos, enquanto isso, vamos aproveitar os veteranos.

           Há ainda uma conversa que ouvi sobre um possível show gratuito do Paul Mccartney em Brasília no ano que vem. Já estou guardando dinheiro para a passagem...

 

“Será que eu vou virar bolor?”

sexta-feira, 10 de julho de 2009

 

Documentário Loki            Ontem assisti o documentário “Loki – Arnaldo Baptista”... Totalmente demais!

            Fiquei feliz em poder assistir, na época do lançamento eu havia postado sobre o documentário e comentei sobre a dificuldade que ele tinha de ir para as telonas. Aqui realmente não entrou no circuito comercial, mas graças ao SESC foi possível assistir ao filme.

            É triste saber que ainda não se dá importância para certos músicos, Arnaldo Baptista é um exemplo disso. O comentário de muitos é que, se os Mutantes estivesse acontecido em Londres, por exemplo, talvez eles explodiriam como os Beatles. Não sei até que ponto isso pode ser pensado, mas realmente, aqui no Brasil o espaço para o rock sempre foi restrito, e isso se estende para muitas coisas de qualidade, em diferentes gêneros, que estão sendo sufocadas por “porcarias midiáticas”. O “produto” música, hoje em dia, é muito mais valorizado. Prova disso são essas fábricas de sucesso que surgem a cada tempo. A necessidade do material ou de fazer parte do que está no momento (claro, ninguém pode ficar de fora, se não ficam “desatualizados”) é muito grande; as novidades (que não existem, estão apenas no psicológico de quem consume esses produtos) surgem a cada momento para suprir a necessidade do novo, um vazio que não será preenchido nunca pela falta de conteúdo.

            Desabafos a parte, essa postagem serve mais para dar a dica que o filme será exibido novamente no SESC neste domingo (12/07/2009), às 14h. Vale a pena!

Adriana Peixoto

sexta-feira, 3 de julho de 2009

 

Capa do Álbum - Foto Marcelo Cabral            Dona de uma voz poderosa e uma espontaneidade que marca sua inspiração, a carioca, que hoje mora em São Paulo, Adriana Peixoto, contou em um bate-papo por telefone, um pouco de seu trabalho e como foi gravar o primeiro disco. Mostrando extrema simpatia, a conversa seguiu em um ritmo gostoso, o qual me fez querer conhecer ainda mais seu trabalho.

A cantora veio de uma família de músicos importantes, filha do pistonista Araken Peixoto, sobrinha do maestro Moacyr Peixoto e do cantor Cauby Peixoto, sobrinha-neta do pianista Nonô, que acompanhou Noel Rosa e Carmem Miranda e prima de Ciro Monteiro e Dalmo Medeiros, componentes do MPB4.

            Dentro deste universo, ela cresceu respirando música, enquanto outras crianças costumavam ganhar bonecas ou brinquedos de aniversário, Adriana conta que seus presentes na maioria das vezes eram instrumentos musicais. “Aos quatro anos recebi um tecladinho, o qual já me ajudou a ir percebendo o som, depois disso fui ganhando outros instrumentos, mas foi no microfone que eu me encontrei”, comenta.

            Aos 17 anos, começou a cantar na noite. Com uma presença de palco forte, o que também reflete em seus arranjos e uma voz contagiante, Adriana tem sido por diversas vezes comparada com Elis Regina, e diz gostar, de certa forma, dessas comparações, já que é fã da cantora. “Eu sempre ouvi muito Elis e ela sempre foi uma referência muito forte para mim”.

            Adriana, que além de cantora também compõe, mostra seu primeiro trabalho, o qual leva seu nome e está sendo lançado pelo selo independente Studium Brasil, trazendo 10 faixas focadas na MPB. No álbum, ela interpreta grandes nomes da composição brasileira, como Paulo César Pinheiro, Danilo Caymmi, Dalmo Medeiros, Aldir Blanc, entre outros. “Ainda não é o momento de mostrar meu trabalho como compositora, esse primeiro trabalho preferi fazer mais como intérprete”, disse.

Adriana Peixoto - Foto: Nirley Sena            O álbum não poderia deixar Cauby Peixoto de fora e traz uma participação especial do cantor com a sobrinha em “Altos e Baixos”, de Sueli Costa e Aldir Blanc.

            A assinatura dos arranjos fica por conta do pianista cubano Yaniel Matos, que mistura o swing cubano e brasileiro de maneira belíssima, mesmo em faixas já carimbadas por outros intérpretes, como “Na batucada da vida”, de Ari Barroso e Luis Peixoto e “Saudosa Maloca”, de Adoniran Barbosa.

            Quando perguntei a Adriana se pelo fato dela compor e tocar, ela costuma influenciar nos arranjos ou “palpitar” de alguma maneira os músicos, ela diz que não, que gosta de trabalhar de maneira bem solta, que na maioria das vezes os arranjos vão surgindo com naturalidade. “Às vezes, Sizão [o baixista Sizão Machado] pega o baixo, sai tocando, eu vou seguindo e a banda vai junto, é muito de momento”. E a cantora, filha de jazzista, completa dizendo: “Eu sou improviso, sou emoção”.

            E é isso que eu pude perceber no trabalho dela. Dada a dica, vale a pena conferir.

            Segue os links para quem quiser conhecer mais sobre seu trabalho.

            Site Oficial - www.adrianapeixoto.com.br

MYSpace - www.myspace.com/adrianapeixoto