ED NOVO!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ed MottaEu já havia planejado para esta postagem não escrever sobre outro álbum novo, já que havia escrito sobre dois outros nas postagens anteriores. Entretanto, não pude evitar de dar a dica de mais um (explico no final da postagem antes que alguém clique no link).

Ed Motta acaba de lançar seu mais recente álbum “Chapter 9” Este é o trabalho mais autoral do músico, já que aqui ele toca todos os instrumentos. A idéia inicial era pra ser apenas um demo de estúdio para testar os arranjos, mas acabou virando álbum oficial. O nono de sua carreira como já sugere o título.

Ed havia gravado os instrumentos apenas para servir de base para os músicos, mas foi convencido por João Marcello, da Trama, a manter as gravações, com a idéia de manter o feeling.

As letras são de Robert Gallagher, com exceção de “The Man From The Oldest Building”, música que abre o álbum, a qual é de Cláudio Botelho.

As influências de jazz em sua música são bem claras mas ainda há espaço para outros gêneros. Em “Tommy Boy´s Big Mistake”, é possível perceber um toque de Led Zeppellin (com permissão da comparação), trazendo um rock bem blueseiro. Destaque também para música “Twisted Blue”, que já marca o disco na primeira vez que ouvimos, pela sonoridade particular e pelos arranjos de Ed.

Outra grande novidade foi a maneira de divulgação do disco. É possível baixá-lo gratuitamente (porém, por tempo limitado), incluindo encarte em PDF e algumas fotos extras para download.

                Agora é só baixar! Aproveitem e até a próxima!

 

FRANCIS E O “ÁLBUM MUSICAL 2”

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

 

Francis HimeFrancis Hime acaba de lançar seu mais recente álbum. O músico já esteve na cidade algumas vezes e sempre com um repertório riquíssimo e muita simpatia com o público. Uma das vezes em que esteve aqui tocou no Teatro Municipal, mas devido à falta de divulgação (eu soube por pura sorte, mesmo, passei no mesmo dia no teatro sem querer) o show estava vazio e as poucas pessoas que estavam lá se espalharam pelo teatro dando ainda mais eco àquele visual.
Dessa vez Francis Hime veio sozinho, sem os grandes músicos que costumam o acompanhar, era só ele e um piano de cauda. Em meio àquele vazio de palco e público, Francis preencheu o teatro com o som de seu piano e um sorriso estampado no rosto, em todas as músicas, como sempre. Fez o piano sambar como poucos fazem. No final, os aplausos foram à altura, apesar de poucos; eram de reais fãs e admiradores de seu trabalho. Foi assim que ele lançou, aqui em Araraquara, seu álbum “Arquitetura da Flor”.
Agora, Francis Hime lança, pela Biscoito Fino,  “Álbum Musical 2”. O Projeto começou em 1997 com “Álbum Musical”, que trazia grandes intérpretes para suas músicas. Agora seu leque de intérpretes aumentou passando de Ivete Sangalo, Zeca Pagodinho, Adriana Calcanhoto a Lenine, Luís Melodia, Olívia Byington, entre outros.
É essa simpatia de Francis que o faz ter uma visão aberta e poder escolher, entre os mais variados gêneros musicais, os intérpretes para seu mais novo trabalho. Segundo Francis, ele escolheu os intérpretes em função das músicas, quase como se tivesse as composto para cada um deles. Ele ainda diz que este álbum reúne as suas músicas mais significativas desde 1963 até a década de 80, priorizando as menos conhecidas.
As parcerias são de grande peso nas composições, passando por Chico Buarque, Gilberto Gil, Olívia Hime, Paulo César Pinheiro, Cacaso, Ruy Guerra, Geraldo Carneiro, Fernanda Montenegro, Geraldo Carneiro e Vinicius de Moraes.
Falando em Vinicius, já ouvi depoimento do próprio Francis Hime dizendo que foi Vinicius que o incentivou na música, e que talvez, se não fosse por ele, não seguiria a carreira de músico.
Difícil é imaginar como seria a música brasileira sem a presença desse grande músico e com certeza um dos maiores compositores da sua geração.
Segue abaixo uma edição dos bastidores, no estúdio da Biscoito Fino, trazendo uma pequena amostra do que contém nesse álbum.
Enquanto isso ficamos na espera de uma próxima visita de Francis a Araraquara.
 
 
 

O LADO B DE DREXLER

sábado, 20 de setembro de 2008

 

 

 
    Jorge Drexler            
Muitos conheceram Jorge Drexler em 2004, quando ganhou o Oscar pela trilha do filme de Walter Salles, "Diários de Motocicleta", com a música “Al otro lado del rio”. Na época, segundo a Academia, ele ainda não era suficientemente "famoso" para tocá-la ao vivo na cerimônia. Ele disse que ficou triste com a escolha de Banderas e Santana e completou: "Quando disseram que não seria eu propus que colocassem o Caetano Veloso, o que seria uma gigantesca honra para mim, mas eles estavam procurando uma estrela de outra dimensão midiática".
 
Eu me lembro quando fui ver “Diários de Motocicleta” no cinema. Logo que acabou o filme e os créditos começaram a surgir na tela fiquei para ouvir a música de Drexler. Nunca tinha ouvido falar do músico mas me chamou a atenção na hora. Saí com aquela música na cabeça e assim que pude fui pesquisar para saber de quem era. Pouco depois já estava com a discografia completa em mãos.
 
Drexler possui uma discografia belíssima desde seu primeiro álbum “La Luz que Sabe Roubar”, lançado em 1992. Particularmente gosto muito do álbum “Frontera”, de 1999. Agora, em 2008, o uruguaio, aos seus 44 anos, lança seu mais recente álbum ao vivo, “Cara B”. É um álbum duplo e como o próprio título sugere, o álbum traz faixas gravadas em sete shows diferentes mas que não são as de maior sucesso dos seus álbuns anteriores. Destaques para “Un País Con Nombre Del Rio”, “Inoportuna”, “La Vida Es Más Compleja de lo que Parece” e “Horas”.
 
"Cara B" - Novo álbum de Jorge DrexlerNo segundo disco desse álbum, “Cara C”, Drexler faz vários covers incluindo uma versão de “Don de iludir” de Caetano Veloso, demonstrando ser grande fã como na declaração citada no primeiro parágrafo desse texto.
 
“Cara B” de Drexler é um álbum bem intimista e com certeza agradará os já fãs do cantor, como também atrairá novos públicos.
 
Como a pirataria não é permitida, segue abaixo um pequeno trecho do clipe da música “Todo se transforma”, de “Cara B”.
 
 

 

 

 

 

 

MÃO DIREITA

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Ontem voltei a fazer aula de violão. Consegui. Depois de muito tempo parado quase sem tocar em nenhum instrumento, consegui arrumar um tempo para voltar a fazer aula com o mestre Carlos. Logo que cheguei vi novidades; um cavaco novo, um bandolim, mas o que mais me chamou a atenção foi um antigo cuatro venezuelano. Eu sabia que ele tinha, mas ainda não tinha visto; dos latinos, tinha visto apenas o charango - ele já havia me mostrado outra vez.

Pedi para que ele tocasse algo do repertório venezuelano, ele se sentou e começou a tocar um merengue. Enquanto ele tocava pensei: Mão direita.

De tudo na música o que mais me chama a atenção é o ritmo. Não poderia ser diferente. Em nosso cérebro, de uma maneira geral, o ritmo é o primeiro a ser identificado em uma música, seguido da melodia e por último a harmonia. Não é à toa que logo vemos alguma criança “chacoalhando” o corpo quando ouve alguma música com ritmos marcantes.

Lembro-me da primeira vez que fui fazer aulas de violão com o Carlos há um tempo atrás. Ele me perguntou o que eu buscava; e entre muitas coisas que passavam por minha cabeça, uma das que pesquei para falar foi Dorival Caymmi. Mais uma vez, mão direita. Dorival tem um violão tão característico quanto sua voz. Não é o violão mais sofisticado, imagino que ele não era um grande estudioso da música, mas tinha uma mão direita como ninguém, sem contar naquela baixaria toda na mão esquerda.

A coincidência de ontem quando voltei a fazer aula, é que a primeira música que pegamos para tocar foi uma do Caymmi.

É difícil dizer qual a importância da música brasileira no cenário mundial, mas que essa mão direita faz parte disso, faz.

Outro que logo vem à cabeça, quando o assunto é violão, é Baden Powell, mais um que deixou um buraco na música brasileira impossível de ser substituído. Agora que cheguei no Baden posso tentar completar a postagem do blog da Miranda.

A troca de musicalidade que Vinícius e Baden tiveram em suas parcerias foi muito clara como a própria Fernanda Miranda citou em seu blog. Vinicius não era só um poeta, mas também um grande compositor.

É muito diferente escrever poesia e escrever letra para música, e as composições de Vinicius mostram bem o seu lado musical. Ele era um grande melodista e sabia encaixar muito bem letra e melodia. É muito comum ver belas melodias com belas letras mas que no final parecem não se acomodar com naturalidade. E isso Vinicius fazia com extrema tranqüilidade. O que Baden fez foi dar uma chacoalhada (literalmente) com sua mão direita nas letras de Vinícius. Apesar do próprio Baden ter rejeitado os chamados “afro-sambas” compostos por essa parceria, essa foi uma das parcerias mais marcantes na música brasileira. Baden, apesar de seu semblante calmo, tinha um violão nervoso, até pesado algumas vezes. Como diria o também grande músico Vicente Barreto: “A mão direita leva o coração...”

Enfim, não há como sair ileso de uma parceria. Há sempre uma troca, e nesse caso uma das mais ricas da música brasileira.

Baden e Vinícius, desculpem a ousadia nessa postagem.

Para os demais deixo um vídeo de Baden Powell, “Lapinha”, parceria com Paulo César Pinheiro. E dá-lhe mão direita!

Saravah!

Até a próxima!

 

 

PARANÓIA I

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Que sono... Maldito celular! Ela não vai atender?

Essa porcaria não pára de tocar! Barulhinho estranho... MID feio!

É um intervalo de terças, nada mais óbvio. Ah! Não acredito que estou fazendo isso. Não consigo dormir para ficar avaliando essa porcaria de celular.

Ninguem vai atender? Três toques infernais que me tiram o sono.

Terças... é um acorde maior. Ahhhhh!!! Não acredito que estou pensando nisso a essa hora da noite.

Vou pegar meu violão. Acho que não está afinado, não acho o diapasão e ainda não tenho telefone em casa para conseguir nem um "LÁ" sequer. Só esse celular que insiste em tocar.

Tudo bem, vai assim. Violão na mão. É um dó. Um DÓ?!?! Putz! Nada mais óbvio que um DÓ! Não acredito que perdi o sono por causa de um intervalo de terça maior em DÓ!

O celular parou, acho que agora posso dormir.

...

Que barulho é esse? Chamadas não atendidas? Barulhinho chato! Acho que é um MI, mas parece meio desafinado...

Ahhhh... Por que ela tinha que esquecer o celular em casa?!?!?