As melhores seleções brasileiras de todos os tempos

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Livro é de autoria do jornalista Milton Leite

 

Qual a sua seleção brasileira preferida? Para os jovens, que não viram o começo das nossas conquistas, essa obra da Contexto é uma oportunidade de conhecer a trajetória da primeira Copa até a de 2002. Para os mais velhos, é o prazer de saborear as histórias e os bastidores de cada campanha.

No livro 'As melhores seleções brasileiras de todos os tempos', o narrador e apresentador Milton Leite elege as principais representantes das seleções brasileiras de futebol em Copas do Mundo. Considerando não só as vitórias, mas também a qualidade técnica, o jornalista nos apresenta o retrato de seis equipes marcantes para a história do esporte. O livro começa com o time de 1958 e a equipe bicampeã de 1962. Em seguida, retrata a seleção de 1970, a brilhante e eliminada formação de 1982 e o e tetracampeonato de 1994. Termina com o penta de 2002, equipe campeã depois de um amargo vice em 1998 e uma classificatória conturbada.

“A ideia do livro é reunir histórias e personagens das grandes campanhas nacionais no esporte mais popular do planeta. Mas quando o título começa por “melhor” ou “melhores”, é claro que a obra remete a escolhas, comparações”, explica o autor, que ouviu e entrevistou diversos craques, técnicos e especialistas no assunto. Uma constelação de gênios do futebol como Djalma Santos, Zagallo, Pelé, Tostão, Carlos Alberto Torres, Zico, Falcão, Júnior, Batista, Carlos Alberto Parreira, Bebeto, Mauro Silva, Cafu, Marcos e Ronaldo, concedeu entrevistas exclusivas ao autor.

Das seis seleções retratadas no livro, duas conseguiram unir o futebol bonito, de alta qualidade técnica, à conquista do título. As equipes de 1958 e de 1970 foram campeãs jogando um futebol irrepreensível – tanto que as duas sempre aparecem nas mais variadas enquetes sobre as principais equipes de todos os tempos. O time que venceu em 1962 era praticamente igual ao de 1958, mas, envelhecido, não teve o mesmo brilhantismo de quatro anos antes, como os próprios integrantes daquele grupo deixam claro no capítulo que trata da conquista no Chile.

No caso das duas últimas conquistas, 1994 e 2002, sofremos de forma igual nas eliminatórias e encontramos realidades distintas durante as Copas. Ambas saíram do Brasil desacreditadas. Uma conseguiu a taça com um futebol pragmático e pouco espetacular e a outra mostrou mais habilidade que o esperado no decorrer da competição. Os méritos delas estão na incrível superação, a união dos grupos dentro de campo e o de somar ao país os cinco títulos mundiais. Feito que nenhum outro país conseguiu até hoje.

No entanto, nem todo grande time consegue vencer, mesmo entrando para a história pela qualidade que apresenta em campo. A seleção de Telê Santana, derrotada na Espanha, tem um capítulo a ela dedicado – o que provavelmente será motivo de polêmica, já que para muitos torcedores e especialistas, time bom é o que vence. “No capítulo da Copa de 1982 entra em ação a minha memória afetiva, e um carinho particular por aquele grupo, que só aumentou durante a execução do trabalho”, justifica. Uma equipe que saiu do Brasil como grande favorita, fez uma campanha irretocável... até a derrota.

Terão sido essas, de fato, As melhores seleções brasileiras de todos os tempos? Isso cabe ao leitor decidir após conhecer os detalhes das seis campanhas. Afinal, quando se discute futebol, a polêmica sempre entra em jogo.

Serviço
Livro: As melhores seleções brasileiras de todos os tempos
Autor: Milton Leite
Formato: 16x23 cm;  224 páginas
Preço: R$ 33


Milton Leite é jornalista profissional, tendo trabalhado nos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde. Como narrador esportivo, atuou durante dez anos na ESPN-Brasil e, desde 2005, é contratado do Sportv/TV Globo. Esteve nas Copas do Mundo de 1998 e 2006 e nas Olimpíadas de 2000, 2004 e 2008.

Timaços em campo e nas ondas do rádio

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Após alguns anos ao lado da minha grande amiga Advogada Márcia Destefani, criei coragem para voltar ao passado e recordar da ultima grande façanha da Associação Ferroviária de Esportes no Campeonato Paulista da Primeira Divisão. A ferramenta que me levou para esse túnel do tempo foi uma fita cassete de cor laranjada, presenteada por um grande amigo. Esta graciosidade não se trata de um simples presente, mais sim a uma eterna lembrança de uma partida de futebol do quadrangular final entre Ferroviária X Portuguesa de Desportos, realizada no estádio da Fonte Luminosa. As emoções do passado me levaram ao dia 12 de Dezembro de 1985 com a minha lembrança de um menino com sua ingenuidade dos 12 anos com esta fita narrada por uma brilhante locução. Era um domingo de calor, ao entrar no estádio, levado pelo Pai com meu irmão mais velho, vi as arquibancadas lotadas com os integrantes das torcidas organizadas da Locomotiva Grená tremulando suas bandeiras escritas AFE, na voz dos torcedores a gritar AFE, AFE, AFE, e claro, além da partida, minha diversão era chupar picolé e comer pipoca preparada carinhosamente pela Dona Dirce Vinte e Cinco.

A equipe Grená imbuída em vencer em casa a Lusa, mandou a campo o goleiro Washington, um gigante que era considerado uma muralha. Balú, lateral direito com um vigor físico invejável para defender e atacar pela ala direita. Mauro Pastor elegante na sua postura de desarmar os atacantes. Marco Antonio toque refinado ao roubar a bola dos atacantes e Nonoca ofensivo lateral esquerdo.

O meio de campo, esse era de respeito, Paulo Martins, era o dono da camisa 5, posteriormente passou pelo São Paulo e Flamengo. O araraquarense Sidney, pequeno no tamanho porém gigante na marcação e no apoio ao ataque do time afeano. Wilson Carrasco lançamentos geometricamente precisos, castigando os goleiros com suas cobranças de faltas certeiras.

O ataque formado por Serginho Dourado na ponta direita, e na ponta esquerda Nenê, que fazia um inferno na vida dos defensores com jogadas desconcertantes. Os dois serviam o gigante centroavante artilheiro Marcão, cabeçadas certeiras, protegia a bola como ninguém e sabia fazer a função de guardar a gorducha.
A Lusa do Canindé comandada pelo Técnico Jair Picerni tinha o goleiro Serginho, Luciano, Luís Pereira, Eduardo e Albéris; Célio, Toninho e Edu Marangon; Toquinho (Jorginho), Luís Muller e Esquerdinha.

A Ferroviária com uniforme grená e a Lusa com a camisa listrada horizontalmente nas cores verde, vermelho e branco. A partida terminou empatada em 2 x 2. Dois gols do majestoso Wilson Carrasco. A perfeita narração na fita ouvida conseguiu formalizar as imagens vistas naquela tarde de domingo entre os detalhes presenciados por aquele garoto.

O Presidente, saudoso José Alberto Gonçalves, o “Gaeta”, junto com Álvaro Waldemar Colino Junior (homem do caderno preto), que é conhecedor como ninguém dos inúmeros jogadores espalhados por este país de meu Deus, e os demais Diretores, concediam todo apoio ao Técnico Olivério Bazani Filho para a manutenção da brilhante campanha que antecedeu a esta partida. Lembrando que a nossa Ferrinha somou 43 pontos, deixando na sua rabeira o Corinthians com 42, Santos 40 e Palmeiras também com 40 pontos.

Na segunda partida a Ferrinha foi derrotada por 2 x 0, em uma noite que os isqueiros dos torcedores foram acendidos para iluminar o estranho black-out do Canindé. A esquadra grená alcançou a quarta colocação, o grande campeão foi o São Paulo, ou melhor, os “Menudos do Morumbi” Silas, Pita, Müller e Careca, comandados por Cilinho, que no segundo turno, chegou à última rodada com um ponto de vantagem sobre a nossa Ferroviária  e dois sobre Guarani e Palmeiras. Porém venceu o Noroeste de Bauru e sagrou-se campeão do returno, classificando-se às semifinais ao lado de Guarani e Ferroviária, terceiro e quarto maiores pontuações na soma dos dois turnos.

Nas semifinais, o São Paulo, segunda melhor campanha dos turnos, empatou o primeiro confronto com o Guarani em 1 a 1 e venceu o segundo por 3 a 0. A melhor campanha dos turnos, a Portuguesa que elimonou a Ferroviária na semi final ficou com o vice campeonato. As ressalvas ficam por conta da verdadeira e ultima grande façanha da nossa AFE comandada por estes ilustres Diretores abnegados em prestar seus serviços com tamanha honra e qualidade.

Essa passagem jamais será esquecida, a alegria de reviver este momento está registrada pelas vozes dos grandes radialistas que faziam parte do “Timaço do Rádio” da Radio Cultura de Araraquara. A narração de Antonio Carlos Araújo com uma perfeita dicção, verbalizando a linguagem do mundo da bola com tamanha elegância. José Conde Sobrinho, tecendo os  comentários com tamanha precisão técnica. As reportagens em campo feitas por Beto Correia contando os lances emocionantes com a voz entusiasmada. Vagner Bellini (in memorian), o nosso eterno Vagninho Legal, colocando a sua experiente categoria através da sua conhecida voz para registrar as jogadas com detalhes a ponto de a perfeição atingir a visualização lúdica da imagem do lance através das ondas do rádio. No plantão de informações o alegre e competente ainda com voz de menino, o eterno jovem Chico de Assis.

O tempo é vertiginoso, estou próximo dos quarenta anos, aguardando viver uma nova emoção semelhante. Enquanto isso meu amigo Antonio Carlos Araújo (Araçá), tenho comigo o inicio da missão de não deixar morrer uma parte da história da Ferroviária contada por estes monstros da comunicação do rádio de Araraquarense a se distanciar do passado, a ponto de se perder na memória dos jovens torcedores da nossa querida Associação Ferroviária de Esportes e dos ouvintes que torciam através da sua voz.


Prof. Giovani Henrique Peroni
Educador Físico e Especialista em Ergonomia.

O dia em que deu tudo certo

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

 

As semanas que antecederam a partida entre Oeste x Corinthians, na Arena da Fonte, em Araraquara, foram 'punks' na redação da Tribuna Impressa.

O Timão é uma equipe que rende várias pautas e dá muito assunto para um jornal.

Ronaldo vem. Depois não vem mais. Roberto Carlos não vem. Depois ele vem. Cai capa e entra um nova. Mas tudo bem.

Nossa dupla do caderno de Esportes também estava desfalcada. O Felipe Santilho estava em merecidas férias no Litoral. Mas tudo bem.

No dia do jogo a equipe da Tribuna Impressa estava completa. Não poupamos os titulares. Até divulgamos a escalação no dia anterior: Emerson Bellini, Felipe Santilho, Guilherme Bonini e Claudio Dias.

A adrenalina no domingo, na Arena da Fonte, foi sensacional.

Durante o jogo informamos os internautas que não puderam acompanhar a partida pessoalmente através do Portal Tribuna e também pelo twitter - @tribunafc.

Pelo twitter, em tempo real, eram postadas fotos no momento do gol e dos bastidores do jogo. Pelo Portal Tribuna, flashs ao vivo com todos os lances da partida.

Apito final do árbitro. Vitória do Corinthians por 2 a 1. Queríamos apenas participar da entrevista coletiva do Timão na sala de imprensa da Arena da Fonte. Mas o destino tinha reservado algo mais para nossa equipe.

Com os titulares em campo descemos até ao gramado da Arena. Felipe Santilho e Guilherme Bonini se espremeram no meio de dezenas de jornalistas e conseguiram uma exclusiva com o goleiro Felipe, do Corinthians, ainda no gramado.

Na coletiva, já na sala de imprensa da Arena, prioridade para as tevês que estavam ao vivo para todo Brasil. Conseguimos entrevistar também Mano Menezes, mas com toda a imprensa junto.

Como em uma partida de futebol, já aos 45min do segundo tempo, nossos atacantes Felipe e Guilherme deram um último 'sprint' e conseguiram garantir nossa vitória com um golaço. Conseguimos uma entrevista exclusiva com o lateral Roberto Carlos, quando ele já estava indo para o ônibus do Corinthians. Mesmo que sem muita paciência, ele deu uma cornetada no gramado da Arena,mas elogiou a estrutura do estádio.

Valeu nossa persistência e a busca pela notícia.

Aqui na Tribuna é assim. Não poupamos os titulares e, quando entramos em campo, sempre marcamos um golaço.

Rogério Ceni que nos aguarde agora!

 

Emerson Bellini

 

 

 

Um dia de torcedor na Arena da Fonte

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Pensei que nunca mais em minha vida iria ver um estádio lotado, aqui em Araraquara, como já havia visto no dia 22 de maio de 1993. Naquele dia, na partida da Ferroviária contra o Palmeiras, pela Primeira Divisão do Campeonato Paulista, eu estava entre os 19 mil torcedores que lotaram o Estádio da Fonte Luminosa.

Estava na torcida da Ferrinha mesmo, pois ainda não trabalhava como jornalista. Sofri, como todo afeano, com aquele lindo gol do Edmundo, no final da partida. Até hoje o 'Animal' fala que foi um dos gols mais bonitos de sua carreira.

Na última quinta-feira, na inauguração da Arena da Fonte Luminosa, pretendia cobrir a partida entre Ferroviária x Ituano como profissional de imprensa. Afinal de contas, era uma data histórica. Tinha que ser profissional e registrar tudo em palavras para passar ao leitor no dia seguinte, nas páginas da Tribuna Impressa. Ledo engano.

É difícil deixar o lado torcedor de lado e acompanhar a Ferrinha como jornalista. Aquela Arena lotada, com 21 mil torcedores, incendeia qualquer um.

O lado jornalista começou a desaparecer quando o time entrou em campo. Olhei para o lado e o Felipe Santilho também estava arrepiado. Nós já havíamos falado sobre este momento, nas várias vezes em que fomos fazer matérias no novo estádio: "Imagina quando a Ferroviária entrar nesta Arena. Vai ser difícil não se emocionar."

Apito inicial do árbitro e a massa grená começa a levar o time nos braços. Restava um resto de jornalista ainda em minha pessoa. Tinha que me controlar.

Aos 34min do primeiro tempo, falta para a Ferroviária cobrar do lado esquerdo do ataque. Laerte se posiciona. Meu coração dispara junto com a bola que sobe em direção a área do Ituano. Éder espalma e, aos 36min, o momento mágico. Fernando Luís sobe de cabeça e marca o primeiro gol da Ferrinha na Arena da Fonte.

Nunca gritei tanto um gol na minha vida como naquele instante. A cabine de imprensa virou arquibancada. Derrubamos a cadeira, copo d´água, a caneta foi parar no corredor e o bloco de notas quase cai para a arquibancada.

Era aquele gol que eu queria comemorar em 1993, junto com mais 19 mil torcedores.
Mas o tempo foi grato comigo. Comemorei 16 anos depois, com 2 mil pessoas a mais e sentado em uma cabine de imprensa que leva o nome do meu pai.

É difícil ser jornalista, 100% do tempo, quando você é fanático pela Ferroviária.

 

Emerson Bellini

Um passeio noturno pela Arena da Fonte*

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

 

Escrevo na manhã chuvosa de quinta-feira, após despertar de um sonho, no qual estava dentro da Arena da Fonte Luminosa, assistindo à inauguração da nova casa da Ferroviária. Ao meu lado, estavam minha mãe, meus irmãos e meu pai. Em junho, fez onze anos que o jornalista Sidney Schiavon se despediu deste plano. O caixão onde estava seu corpo foi embrulhado com duas enormes bandeiras: uma da Ferroviária e outra de Araraquara e assim ele foi sepultado, após ser velado no hall de entrada do então Palacete São Bento, sede da Câmara Municipal.

O título de jornalista, que geralmente precede seu nome, poderia ser substituído por vários outros: advogado, artista plástico, comentarista esportivo, amigo, intelectual, guardião do uso correto e criativo da palavra. Mas o que mais lhe agradaria, certamente, seria o de amante da Ferroviária e tudo o que envolvia o eterno esquadrão grená. De todas as lições que pude aprender convivendo com ele, guardo para sempre alguma coisa sobre a importância das amizades e dos livros. Mas, sobretudo, aprendi a amar esse time de futebol, que me traz muita coisa de infância.

Minha primeira lembrança do estádio da Fonte Luminosa vem de 1979, quando pela primeira vez meu pai me levou para assistir a um jogo lá dentro. Eu tinha sete anos de idade e, desde os cinco, acompanhava os jogos pelo rádio e pedia insistentemente que me levasse, mas ele achava que eu era muito novo. O jogo foi um amistoso entre Ferroviária e Francana, numa quarta-feira à noite, que terminou com empate sem gols. “Ele vai ter muitas oportunidades de ver gols aqui”, comentou um amigo de meu pai, após a partida. E tive mesmo. Até hoje, as campanhas da Ferroviária na Taça de Ouro de 1983 e no Paulistão de 1985 estão entre as lembranças mais ternas de minha vida. Vi muitos gols do artilheiro Marcão, dos zagueiros Vica e Marco Antonio e do craque Douglas Onça, apenas para citar alguns.

Aquele estádio me traz lembranças em que se misturam os momentos mais agradáveis com meu pai e a descoberta da magia do futebol, um dos grandes elos de nossa amizade. Por tudo o que envolve minha relação com aquela arena de esportes, assim como a de tantos araraquarenses entre os 20 mil presentes na festa, a reinauguração da Fonte é quase uma afirmação de que os tempos bons vieram para ficar, que as alegrias não precisam ficar no passado, que existem momentos importantes ainda no horizonte.

Ao lado de companheiros de jornadas esportivas como Dorival Marcondes Machado, Roque José Hage, Arnaldo Frigo e Vagner Bellini, e de craques como Olivério Bazani Filho, meu pai assistiu entusiasmado aos preparativos para a abertura da nova casa de seu time do coração. Ninguém poderá tirá-los daqueles corredores e túneis que levam ao gramado, por onde desfilaram e fizeram a história do futebol e da crônica esportiva de uma cidade que sempre respirou Ferroviária.

Deixei para entrar na arena apenas na noite de inauguração, para sentir todo o peso emocional e a energia do local antes de um jogo da Ferroviária (tinha que ser dela o jogo), na nova Fonte Luminosa. No entanto, assim como todos os acontecimentos convergiram para que fosse feita justiça e a Ferrinha jogasse pela primeira vez em seu estádio, de nada me adiantou querer entrar na arena apenas momentos antes da partida inaugural. Tive que dar uma volta por lá na noite anterior com meu pai, para guardar um momento meu e dele naquele solo sagrado.

 

* Roberto Schiavon é repórter de Política da Tribuna Impressa e torcedor apaixonado da Associação Ferroviária de Esportes