
Confesso que sou fã deste que é um dos maiores fenômenos que o esporte mundial já viu. Um homem predestinado e pronto para competir, se superar, e vencer. O que vem à memória são momentos junto ao meu pai na sala de casa acompanhando e torcendo para tocar aquela música emocionante que havia virado tradição nas manhãs de domingo.
Uma história que poderia virar filme e que teve um final trágico naquele fatídico 1o de maio de 1994, quando esperávamos o fim da corrida em Monza para comemorar meu décimo aniversário.
Hoje, os olhos do automobilismo estão todos voltados para o GP do Brasil, no domingo. Mas é preciso lembrar que neste dia 30 de outubro, faz exatos 20 anos que Ayrton Senna começava a construir sua figura de ídolo. Para muitos, inclusive para mim, isso é história. Uma história gostosa de ser revista.
Depois de ter sido destaque nos seus quatro primeiros anos (de 1984 a 1987) a bordo da modesta Toleman e da tradicional Lotus, Senna chegou à temporada de 88 como promessa de um futuro brilhante.
Contratado pela McLaren, ele teria pela primeira vez um carro de ponta para dispuar o título mundial. Teria pela frente ainda um companheiro de equipe e adversário chamado Alain Prost, até então bicampeão mundial. Senna não decepcionou e venceu oito das 16 etapas daquele ano.
O título veio de forma heróica no circuito de Suzuka, no Japão, no dia 30 de outubro de 1988. Depois de fazer a pole position, o motor do seu carro morreu na hora da largada.
Senna inciou uma corrida de recuperação fantástica e um a um foi ultrapassando seus adversários até vencer a corrida. Depois, vieram os títulos de 1990 e 1991 que o consagrou como um dos maiores pilotos da história do automobilismo.
Como disse Galvão Bueno, durante a transmissão da Rede Globo, em Suzuka: “Ayrton Senna, um homem que acorda, come, respira, e que vive Fórmula-1”. Um herói brasileiro que será lembrado para sempre!!!!
Felipe Santilho