Morte de um amigo jornalista

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Essa quinta-feira é de luto. Morreu um amigo, o jornalista Reinaldo Corrêa, 31, em Taquaritinga, após capotar e destruir o próprio carro, um Astra. Ele voltava para Matão onde morava e também era assessor de imprensa da Câmara Municipal, após uma transmissão de rádio do jogo do corinthians e inter. Ninguem sabe o que rolou, mas o carro virou pó. To muito chateado porque o vi faz uns 15 dias em uma balada. Voz grave, cara sempre meio séria o Reinaldinho era muito gente boa.

 

Fizemos faculdade juntos. Os dois primeiros anos foram na mesma sala. Ai, depois, eu tranquei e mudei de turma e ele seguiu e se formou em 2003. Fiquei sabendo da noticia através de uma mensagem por e-mail da Polícia Rodoviária. Demorou alguns segundos até cair a ficha. Só caiu mesmo quando uma amiga da turma me deixou um recado no Orkut avisando da tragédia.

 

Quem o conhecia sabe que era um baita trabalhador. Ralava muito e era respeitado principalmente em Matão. Fica com Deus parceiro! Esse já o quarto amigo jornalista que vejo ir em tão pouco tempo. Primeiro foi meu colega da época da Folha da Cidade, Juliano Fuzatti. Depois, o Donato, do Imparcial, com que não tive muito contato, mas respeitava demais. No fim do ano passado um baita susto. A amiga Daiana Faloppa, de Monte Alto, que também estudou comigo e o Reinaldo, teve alguns problemas médicos e rapidamente morreu. A morte foi pouco antes do Natal.

 

Triste, mto triste. Não tenho muito mais a dizer e só mandar um abs e um bjo a todos eles. =(

 

Pauta? Ah...vou ver a final da Champions League!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

No mundo das noticias policiais a quarta-feira segue até agora fria - assim como o frio que a minha vizinha de mesa Fernanda Manécolo sente msm com esse calor abafado da redação da Tribuna sem o ar. E como meus dois editores não vieram cortamos páginas. Ai, sem abre factual, eu perdi espaço. Tudo bem. Hoje tem final da Champions League. Barcelona e Manchester. Por enquanto, segue 1 a 0 com do Obina, ops, do Eto! hauahuaha (não resisti a piada)

 

Mas é isso. Enquanto não acontece nada sigo acompanhado a partida. Aliás, é assim todo ano: será coincidência?

 

Ah, eu queria agradecer aos amigos do Corpo de Bombeiro que me ligaram hj cedo contando de um capotamento na rodovia. Opa! rendeu fotinha!

 

E tb vou começar a "brincar" menos neste blog pq um leitor já me "carcou" hoje. Sorry!

E o governador caiu!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Eu juro que pensei uma forma de tentar tirar algo do governador sobre política. E meio que consegui. No meio da coletiva que era pra ser exclusivamente sobre a "Virada Cultural" perguntei do PCC. Tomei uma baita tirada. Ai perguntei se ele achava que o Brasil precisava ter um presidente palmeirense como ele, ao invés, do corintiano Lula. Juro...foi mto engraçado. Ele assustou, respondeu que sim...e encerrou a coletiva.

O mais engraçado foi ele falando pra mim: "poxa, você me derrubou por essa eu não esperava"... hauahuahuahuaha... E a assessora no momento: "jornalista FDP que quebrou o protocolo"... hauhauhauha...adooooro!

 

Claudinho: o boca maldita da Tribuna

quarta-feira, 6 de maio de 2009

 

Cláudio Dias, mas podem me chamar de claudinho. Hoje, aqui na redação muitos disseram que eu sou o “boca maldita”. E olha que eles tem razão. Pela manhã a pauta estava bem devagar sem nenhum factual. A Cris Gercina, a “sargento” e também minha editora, é claro, cobrou o abre de página.
 
Eu com a minha língua disse: “fica tranquila que já já vai rolar uma factual grande.” Falei, coloquei o fone de ouvido e fui ouvir um som. Juro! Não deu dois minutos e escuto uma viatura do Resgate esguelando no HT. Ligo lá e bingo!!!!!! Um cara foi baleado durante uma tentativa de assalto.
 
Tudo bem que pelo nosso rolo interno aqui não fizemos foto do cara sendo socorrido, mas a pauta rendeu. E sabe o melhor? Rolou mais à tarde. Um casal de São Carlos veio pra cá roubar taxistas e seu deu mal. Os dois foram presos. O engraçado foi um dos taxistas contar como tinha brigado com o ladrão da arma de pressão. Olha, resisti pra não rir...hehehe.
 
Enfim, a minha boca maldita deu novamente certo. O meu marco nem foi hoje. Em 2003, a mestre Maria Antônia Dario, ex-editora chefe da Tribuna, perguntou qual era a minha pauta. Pra variar eu não tinha, mas disse a mesma baboseira. Era dia 2003, dia 1º de Abril, e dois aviões da Força Aérea caíram às 14h10. Um em Pedra Branca, ao lado de Boa Esperança e outro em Ibaté.
 
Parece “causo” de pescador, mas juro que é verdade!!!!!!!!

O choro de uma mãe é marcante

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Meus amigos blogueiros. Me desculpe pela ausência. Uma série de "problemas" pessoais e rolos profissionais me fizeram abandonar esse espaço por um mês. Alguem sentiu falta? Tomara que sim...

 

Olha essa semana dois episódios me marcaram. Um foi muito triste e o outro cômico. Primeiro, eu estava aqui na redação e ouvi a comunicação da polícia via rádio: uma criança de apenas um ano tinha sido atingida por um tanque de lavar roupas. A informação inicial é que ela tinha morrido. Saimos daqui a "mil" por hora em direção ao Jardim Cruzeiro do Sul. Eu, seu Gerson e o Daniel. No caminho cruzamos com a viatura da Samu socorrendo a pequena Bruna.

 

Ao chegar na casa a tragédia. O tanque que não estava chumbado na parede caiu sobre a menina. Ela foi praticamente esmagada. A cena que me marcou não foi o tanque, o socorro e nem a PM fechando o portão e dando ordem pra que não entrassemos. O que me marcou foi olhar o desespero daquela mãe. Ela chorava e gritava no meio da rua: "Ai a minha menina, a minha menina morreu. Ai meu Deus, porquê? porquê?" Olha aquela cena foi forte. O Daniel registrou e eu até inclui a foto no impresso. Mas nada define aquele desespero. É como disse a vizinha que ajudou no socorro: "Eu não queria estar na pele desse pai e dessa mãe."

 

Situações como essa são uma das poucas que me abalam. E como jornalista nunca é bem vindo nessas cenas quando a PM saiu do local também saimos. Eu voltei horas mais tarde pra fazer a foto do tanque caido. Fiz algumas fotos e, só depois de uns 10 cliques, percebi o chinelo da criança caido ao lado do tijolo e da peça que a matou. Olha. É triste. Uma familia humilde que deixou Pernambuco para se arriscar aqui. E, agora, parte dela morreu. E o curioso. A família é vizinha do camarada linchado até a morte em janeiro. A rua precisa de benzedeira.

 

O outro caso foi bizarro. Um picareta bateu na mulher e pra não apanhar mais na cadeia por ser filho de PM. Ele foi pro Caibar, mas deu uma surtada grande, escalou a torre de celular de 35 metros e falava que ia pular. Ah, td bem. Pular nada. Quem quer pular, sobe, pula e acabou. O cara deu é uma baita canseira nos bombeiros. O mais engraçado foi os colegas daqui do jornal perguntando se eu mandava o maluco pular. Olha admito: vontade deu. E o soldado Donizete, do Bombeiro. Ele ai a aposentar no dia e queriam que ele escalasse pra tirar o doido da torre. segundo ele: "Ta doido no meu ultimo dia????". O assunto rendeu boas risadas enquanto o cara brincava de homem aranha. Ah...pelo menos ele não morreu e rendeu meu abre de página com foto pra capa. hauahuahuaha